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A sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador, realizada nesta última segunda-feira (2), foi marcada por cobranças diretas ao poder público. Na Tribuna Popular, lideranças comunitárias do bairro Alto do Cabrito exigiram a retomada do serviço de internet na localidade, enquanto representantes de servidores estaduais criticaram a situação do Planserv.
Comunidade cobra internet
Lucimário Ribeiro e Ubiratan Ferreira, conhecido como Bira da Liga, representantes da Associação de Moradores do Alto do Cabrito e Adjacências (Amaca), denunciaram que a comunidade está sem acesso à internet desde janeiro.
Segundo Lucimário, a justificativa apresentada pela empresa responsável seria a classificação da área como “de risco”. Ele afirmou que os moradores já buscaram apoio junto à Secretaria de Segurança Pública, à Anatel e ao Ministério Público, e agora recorrem ao Legislativo municipal para pressionar pela regularização do serviço.
De acordo com a liderança comunitária, o acesso à internet deixou de ser item supérfluo e tornou-se ferramenta essencial para trabalho, estudo e serviços básicos.
Bira da Liga reforçou que espera apoio dos vereadores para que o serviço seja restabelecido antes do Carnaval das Cabritas, evento tradicional da região.
Vereadores se posicionam
A vereadora Isabela Sousa (Cidadania) declarou apoio à comunidade e afirmou que o Legislativo acompanhará o caso. O vereador Téo Senna (PSDB) também manifestou solidariedade e ampliou o debate para outra pauta sensível, o Planserv.
Planserv sob críticas
Durante a sessão, Rosângela Monteiro, representante do Movimento Independente Devolvam Nosso Planserv, classificou como “falsa” a reestruturação do plano de saúde dos servidores estaduais aprovada em dezembro de 2025.
Ela afirmou que, apesar da atualização do modelo de financiamento, houve aumento de descontos considerados abusivos e ausência de melhorias no atendimento.
Téo Senna declarou que, como usuário do plano, percebe deterioração constante dos serviços e defendeu a realização de audiências públicas para aprofundar o debate.
O vereador Hamilton Assis (PSOL) criticou a falta de transparência e afirmou que não há ampliação concreta dos serviços, apesar das cobranças mais altas.
Já a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) pediu diálogo entre o governo estadual e os sindicatos para buscar soluções negociadas.
Base governista defende nova lei
Por outro lado, o líder da oposição na Casa, Randerson Leal (Podemos), e a vereadora Marta Rodrigues (PT) defenderam a Lei nº 26.067/2025.
Segundo eles, a norma fortalece a base financeira do Planserv e cria condições para ampliar a oferta de serviços em todo o estado, especialmente em regiões com maior carência na área da saúde.
Pressão aumenta
O debate evidenciou duas frentes de pressão sobre o poder público, a garantia de serviços essenciais em comunidades periféricas e a sustentabilidade do plano de saúde dos servidores estaduais.
Enquanto moradores do Alto do Cabrito aguardam solução imediata para o restabelecimento da internet, servidores cobram respostas concretas sobre o futuro do Planserv.
Na prática, a Tribuna Popular expôs demandas que extrapolam o plenário e colocam sob escrutínio tanto a prestação de serviços básicos quanto a gestão da saúde pública estadual na Bahia.


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