A definição da candidatura de Jerônimo Rodrigues à reeleição na Bahia só foi sacramentada na última quinta-feira, após forte pressão do senador Jaq
A definição da candidatura de Jerônimo Rodrigues à reeleição na Bahia só foi sacramentada na última quinta-feira, após forte pressão do senador Jaques Wagner (PT) sobre o presidente Lula da Silva (PT). Nos bastidores, a leitura é clara, não houve consenso, mas imposição. Lula resistia, mas acabou cedendo ao peso político de Wagner, que bateu o martelo e garantiu o nome de Jerônimo no jogo.
A decisão escancarou fissuras internas no PT baiano e aumentou a apreensão entre aliados, sobretudo no PSD, que acompanha com nervosismo os movimentos no tabuleiro eleitoral de 2026.
Caiado articula para comandar o PSD na Bahia
Enquanto o PT tenta vender unidade, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ex-União Brasil agora no PSD, trabalha para comandar o PSD na Bahia. Caso a articulação avance, o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, deve retirar o comando do partido das mãos do senador Otto Alencar (PSD), alterando radicalmente o equilíbrio de forças na Bahia.
O movimento não é visto como especulação nos bastidores. Pelo contrário, é tratado como uma possibilidade concreta, capaz de redesenhar alianças e desmontar estratégias já em curso no campo governista.
O “piripaque” de Otto
É nesse contexto que aliados explicam a cirurgia de Otto Alencar de emergência. O senador, hoje um dos principais sustentáculos do PT no estado, teme perder protagonismo e controle político caso o PSD seja reposicionado nacionalmente para abrigar ACM Neto como principal liderança baiana da sigla.
O risco de Kassab “puxar o tapete” do PSD local ajuda a entender o clima de tensão e as reações nos bastidores. Com Jerônimo confirmado de forma traumática e a oposição se reorganizando, a sucessão na Bahia entra em um novo estágio, marcado por imposições, articulações cruzadas e nervos à flor da pele.


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