O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste sábado (21) que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste sábado (21) que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia deve ser votado na próxima semana. A decisão de priorizar a matéria ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar aumento de tarifas globais para 15%.
Em publicação nas redes sociais, Hugo Motta destacou que, diante das incertezas no comércio internacional, o Brasil precisa buscar previsibilidade nas relações econômicas. Segundo ele, a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia é estratégica para ampliar mercados, garantir segurança jurídica e fortalecer a inserção do país no cenário global.
Relatoria definida na Câmara
Para conduzir a análise no plenário, o presidente da Câmara designou como relator o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O parlamentar também participou das discussões que resultaram na consolidação do tratado, negociado ao longo de 26 anos entre os blocos.
O acordo foi assinado em janeiro, no Paraguai, e passou a ser analisado pelo Congresso Nacional no último dia 10. A expectativa inicial era de que a proposta avançasse ainda antes do Carnaval, mas o cronograma foi alterado após pedido de vista apresentado pelo deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE), que defendeu mais tempo para debate sobre impactos e desafios do tratado.
Tramitação no Congresso
Após a apreciação na representação brasileira no Parlamento do Mercosul, o texto seguirá para votação no plenário da Câmara. Caso aprovado, o acordo será encaminhado ao Senado Federal.
O tratado prevê a redução gradual de tarifas e a ampliação do comércio entre os países do Mercosul e os 27 membros da União Europeia. No bloco europeu, a aprovação depende do aval de pelo menos 15 países que representem 65% da população total.
Reação às tarifas dos Estados Unidos
O anúncio de Donald Trump foi feito em rede social, informando a elevação imediata da tarifa global de 10% para 15%, medida que, segundo o presidente norte-americano, está dentro dos limites legais permitidos. A decisão reforçou o debate no Brasil sobre diversificação de mercados e fortalecimento de acordos multilaterais.
Ao priorizar o acordo Mercosul-UE, Hugo Motta sinaliza que a Câmara pretende responder ao novo cenário internacional com medidas que ampliem oportunidades comerciais e reduzam a dependência de mercados específicos.
A movimentação coloca o tema no centro da agenda econômica do Congresso e reforça o debate sobre competitividade, exportações e integração do Brasil às cadeias globais de valor.


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