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Governo tenta minimizar crise, mas saída de Nelson Leal abala base e abre efeito cascata

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A declaração do secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, tentando minimizar a ida do deputado Nelson Leal (PP) para a oposiç

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A declaração do secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, tentando minimizar a ida do deputado Nelson Leal (PP) para a oposição, não apagou o impacto real do movimento. Segundo Loyola, a mudança seria apenas “parte da dinâmica política”, sem prejuízos à base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Mas nos bastidores e na análise de quem acompanha a política baiana de perto, a saída de Leal mexeu onde o governo menos queria: na estabilidade interna.

A movimentação do deputado, que agora integra o grupo liderado por ACM Neto (União Brasil), acendeu o alerta. E a previsão de que a ruptura não seria isolada se confirmou rapidamente. Nesta segunda-feira (17), o deputado Cafu Barreto (PSD) seguiu o mesmo caminho e também declarou apoio ao ex-prefeito de Salvador.

O cenário para os próximos meses, segundo lideranças ouvidas por aliados do próprio governo, é de intensificação dessa debandada. Fontes do #Acesse Poítica, apontam que, com a melhora nas pesquisas de Tarcísio, possível aliado nacional, e com a reorganização da oposição na Bahia, o tabuleiro eleitoral está completamente diferente de 2022. Naquele período, Lula desfrutava de desempenho eleitoral mais robusto, ACM Neto não contava com apoio de um candidato competitivo à Presidência e o grupo oposicionista ainda enfrentava desarticulação interna.

Agora, o quadro é outro. O PL de João Roma consolidou aliança com ACM Neto, enquanto o PP de João Leão e Cacá Leão já atua alinhado ao ex-prefeito. O resultado é uma tendência clara de migração: parlamentares, prefeitos, vereadores e lideranças regionais avaliam, cada vez mais, que o caminho da oposição se mostra eleitoralmente mais estratégico.

Mesmo com o discurso sereno de Loyola, a leitura é que o governo tenta conter uma sangria que pode se intensificar até janeiro ou após o Carnaval. E, como diz a coluna Carrasco, que conhece como poucos os bastidores da política baiana: a realidade é nua, crua, e nada confortável para a base governista.





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