Em uma decisão considerada histórica, o governo da Dinamarca anunciou que irá proibir o acesso de menores de 15 anos às redes sociais, em uma tenta
Em uma decisão considerada histórica, o governo da Dinamarca anunciou que irá proibir o acesso de menores de 15 anos às redes sociais, em uma tentativa de frear os impactos negativos das plataformas na saúde mental de crianças e adolescentes.
A nova política, apresentada nesta última sexta-feira (7), foi impulsionada por um apelo direto da primeira-ministra Mette Frederiksen, que vinha alertando para o aumento de casos de ansiedade, isolamento e dependência digital entre jovens dinamarqueses.
Segundo a medida, crianças com menos de 15 anos não poderão criar contas em redes sociais, a menos que tenham autorização expressa dos pais — válida apenas para adolescentes a partir dos 13 anos. O governo justificou a decisão afirmando que as plataformas “prosperam roubando o tempo, a infância e o bem-estar das crianças”, nas palavras da ministra da Digitalização, Caroline Stage Olsen.
A proposta deve ser aprovada com folga no Parlamento, já que a maioria dos partidos sinalizou apoio à iniciativa. O país nórdico se tornará um dos primeiros da Europa a adotar uma política tão rígida no ambiente digital.
Entre as redes mais populares entre os jovens dinamarqueses estão TikTok, Instagram, YouTube e Snapchat. Um estudo recente da Autoridade Dinamarquesa de Concorrência e Consumo revelou que adolescentes passam, em média, 2 horas e 40 minutos por dia conectados, o que, segundo especialistas, compromete o desenvolvimento social e emocional.
A Dinamarca segue o exemplo da Austrália, que implementou uma regra semelhante no ano passado, proibindo o uso de redes sociais por menores de 16 anos.
A decisão, vista como um marco na luta contra a dependência digital, reacende o debate sobre os limites da liberdade online e o papel do Estado na proteção da infância — um tema que deve ganhar força em toda a Europa nas próximas semanas.


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