Em meio à indiferença da gestão municipal, mães e idosas são obrigadas a dormir em filas para consultas médicas, enquanto promessas de mudança se d
Em meio à indiferença da gestão municipal, mães e idosas são obrigadas a dormir em filas para consultas médicas, enquanto promessas de mudança se desvanecem
No mês em que se celebram as mulheres, um retrato de descaso e descaso se impõe nas ruas de Simões Filho. As mães e idosas da cidade, que deveriam ser homenageadas, se veem novamente obrigadas a passar a noite em filas para garantir uma simples consulta médica. As cenas de desespero se repetem no mercado municipal, onde longas filas começam a se formar 24 horas antes do atendimento, sem a mínima infraestrutura: a falta de banheiros e água é apenas o reflexo da falta de respeito e dignidade.
A Secretaria de Saúde, sob o comando de Iridan Brasileiro, parece ignorar a gravidade da situação. Com a mesma secretária à frente, as queixas ecoam desde as eleições de 2024, quando vídeos mostravam moradores dormindo em folhas de papelão. A gestão anterior havia rotulado essa realidade como uma “conquista para a população”, e agora, sob o governo Del, as promessas de mudança parecem ter sido apenas palavras ao vento.
O novo prefeito, que prometeu um novo rumo para a cidade, mantém Iridan em seu cargo, mesmo diante de rumores de que o ex-prefeito Diógenes Tolentino exerce influência nas decisões da pasta. A pergunta que ronda as ruas é clara: por que Del não trocou a secretária? A resposta parece estar enredada em uma teia de interesses políticos, onde a saúde da população é tratada como moeda de troca.
Na tentativa de minimizar o impacto das imagens que retratam a realidade cruel, a Secretaria de Saúde conduziu as pessoas que aguardavam na fila para dentro do mercado municipal, afastando-as da vista da população. Contudo, a verdade é inegável: farmácias estão vazias, postos de saúde sem médicos, e agentes comunitários enfrentam perseguições por expressarem suas opiniões.
Um exemplo emblemático dessa situação é o caso de uma agente concursada que foi removida para um bairro distante após apoiar o deputado Eduardo Alencar. “Quem não bajula, paga”, declarou, evidenciando a pressão política que permeia a administração municipal. Além disso, denúncias não confirmadas sobre o Centro de Bioimagem atendendo pacientes de outras cidades em troca de apoio político permanecem sem resposta, alimentando a desconfiança entre a população.
Nas redes sociais, um grupo de apoiadores do prefeito, apelidado de “gabinete do ódio”, tenta inverter a narrativa, culpando as vítimas pela situação. Contudo, a realidade é clara: a fila da regulação é um sintoma da má gestão de Del, que ao manter Iridan no cargo, demonstra não apenas incompetência, mas conivência com um sistema que falha em atender as necessidades da população.
Maria, 58 anos, que aguardou 18 horas por uma consulta de rotina, resume a tragédia: “É como se a gente não existisse”. Essa afirmação encapsula o sentimento de invisibilidade que domina a vida de muitas mulheres em Simões Filho, que se sentem reféns de um sistema que prioriza a politicagem em detrimento da saúde pública.
À medida que a cidade se aproxima de um novo ciclo eleitoral em 2026, a pergunta que prevalece é: até quando Simões Filho aceitará ser refém de uma política questionável, onde vidas se tornam estatísticas e promessas se transformam em piadas? A população merece mais e clama por mudanças reais, que vão além das palavras e se traduzam em ações efetivas.
Com informações do Tudo é Política


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