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FIEB projeta desaceleração e prevê crescimento de 1,4% da economia baiana em 2026

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A economia da Bahia deve crescer 1,4% em 2026, segundo projeção divulgada pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). Apesar do result

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A economia da Bahia deve crescer 1,4% em 2026, segundo projeção divulgada pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). Apesar do resultado positivo, a estimativa indica desaceleração do ritmo econômico em comparação com 2025, quando o Produto Interno Bruto estadual deve registrar alta de 2,6%, acima da média nacional prevista.

O cenário mais contido reflete um ambiente macroeconômico mais restritivo, marcado por juros elevados, endividamento das famílias e desafios estruturais de produtividade.

Desaceleração marca projeção para 2026

De acordo com a FIEB, a perda de ritmo da economia baiana acompanha o esfriamento esperado da atividade nacional. Ainda assim, a entidade avalia que o crescimento do estado seguirá superior ao do Brasil, tanto no PIB total quanto no desempenho industrial.

A leitura é de cautela para o próximo ciclo econômico, especialmente diante das limitações fiscais e da política monetária restritiva.

Indústria perde fôlego mesmo com alta

Para a indústria baiana, a federação projeta crescimento de 1,1% em 2026, abaixo da expansão estimada para 2025, de 1,5%. Mesmo com a desaceleração, o setor industrial do estado deve manter desempenho superior à média nacional.

Segundo a entidade, o resultado reflete a combinação entre novos investimentos pontuais e dificuldades estruturais que seguem pressionando o setor produtivo.

Construção civil

O superintendente da FIEB, Vladson Menezes, destaca que o emprego industrial segue em trajetória positiva, com crescimento de 1,1%, o maior nível já registrado. O desempenho é puxado principalmente pela construção civil, que continua exercendo papel central na geração de postos de trabalho.

O segmento tem sido beneficiado por obras de habitação e projetos de infraestrutura em andamento.

Refino, máquinas e obras 

Entre os setores industriais, o refino de petróleo e biocombustíveis se destaca, com crescimento de 7,4% ao longo do ano, impulsionado por novos projetos, como o etanol. Máquinas e materiais elétricos registraram avanço expressivo de 20,7%, enquanto os minerais não metálicos cresceram 6%, acompanhando o ritmo da construção civil.

Esses segmentos devem seguir sustentando parte do crescimento industrial no curto prazo.

Setores estratégicos 

Para o próximo ano, a FIEB avalia que parte dos setores deve manter desempenho positivo, com destaque para o avanço da produção automotiva, impulsionada pela ampliação das operações da BYD na Bahia.

Por outro lado, a perspectiva é menos favorável para áreas como energias renováveis, bens de consumo e extração mineral. No setor químico, pressionado pela concorrência de importados, a recuperação é vista apenas no médio prazo, a depender dos efeitos do Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química aprovado pelo Congresso.

O presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, apontou a elevada taxa de juros como um dos principais entraves ao crescimento, ao lado do alto endividamento das famílias e dos gargalos de produtividade.

Ele reconheceu medidas recentes, como a ampliação da isenção do imposto de renda, mas alertou para o impacto dos gastos públicos e para os limites fiscais do país.

Agropecuária impulsiona PIB em 2025

O desempenho mais robusto previsto para 2025 é fortemente influenciado pela agropecuária, que deve crescer 8,1%, puxada pelo recorde na produção de grãos. O setor de serviços também segue em recuperação, com crescimento estimado em 2%, ainda que de forma moderada.

A avaliação da FIEB é de que, apesar do avanço esperado, a economia baiana entra em 2026 sob um cenário de maior cautela e menor margem para aceleração.





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