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Ex-sargento que atuava como assessor de prefeito na Bahia é preso por suspeita de abuso sexual contra menores

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Um ex-sargento da Polícia Militar da Bahia, que atuava diretamente na estrutura da prefeitura de Teodoro Sampaio, foi preso nesta terça-feira (13)

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Um ex-sargento da Polícia Militar da Bahia, que atuava diretamente na estrutura da prefeitura de Teodoro Sampaio, foi preso nesta terça-feira (13) durante a Operação Alerta Laranja, deflagrada pela Corregedoria da PM em conjunto com o Ministério Público da Bahia. O militar da reserva é investigado por crimes de importunação sexual contra crianças e adolescentes, com ao menos 23 vítimas já identificadas no município.

A prisão ocorreu em Teodoro Sampaio e faz parte de uma investigação que apura o uso de cargos públicos e funções institucionais para a prática de crimes contra menores em situação de vulnerabilidade social.

Ligação direta com a prefeitura

Além de integrar a reserva da Polícia Militar, ele mantinha vínculo direto com a administração municipal. Ele atuou como assessor especial e segurança pessoal do então prefeito de Teodoro Sampaio, José Alves da Cruz (PL), conhecido como Bitinho. No município, o ex-sargento também exerceu a função de coordenador disciplinar de uma escola militarizada, o que ampliava seu acesso a crianças e adolescentes.

As investigações indicam que a proximidade com o poder público e a posição de autoridade foram utilizadas como instrumentos para facilitar a aproximação das vítimas.

Aliciamento e vulnerabilidade social

De acordo com os investigadores, o ex-sargento se aproveitava de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, em sua maioria pertencentes a famílias em extrema vulnerabilidade social. O objetivo seria o aliciamento sexual por meio da oferta de auxílios assistenciais.

Relatos apontam que o militar oferecia cestas básicas, chocolates e até botijões de gás às famílias das vítimas como forma de cooptação, prática que teria se repetido ao longo do tempo.

Tentativas de intimidação

Além das acusações de importunação sexual, o o ex-sargento também responde a um processo por ameaça. Após a repercussão inicial do caso, o PM inativo teria tentado intimidar vítimas e familiares, pressionando-os a assinar abaixo-assinados com declarações de inocência.

Familiares relataram, sob anonimato, que houve tentativa de coação para assinatura de documentos afirmando que “nunca presenciaram” abusos. Há indícios de que esses papéis chegaram a circular dentro de unidades de ensino do município.

Investigações em andamento

O Ministério Público da Bahia informou que as investigações seguem em curso, com foco na responsabilização penal dos envolvidos e na garantia da proteção integral de crianças e adolescentes.

O órgão reforça que denúncias de abuso e exploração sexual podem ser feitas por meio do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, e também ao MP-BA, pelo Disque 127 ou pelos canais oficiais de atendimento da instituição.





Fonte: Clique aqui

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