Atraso na licitação e desinteresse da Prefeitura ameaçam acesso à educação de nível superior Estudantes universitários de Simões Filho enfrentam um
Atraso na licitação e desinteresse da Prefeitura ameaçam acesso à educação de nível superior
Estudantes universitários de Simões Filho enfrentam um cenário preocupante que compromete sua formação acadêmica: a falta de transporte. As aulas já começaram e, até o momento, a atual gestão da Prefeitura Municipal de Simões Filho não disponibilizou os ônibus necessários para o deslocamento dos alunos, gerando um clamor por soluções imediatas.
Em um apelo carregado de indignação, os estudantes revelam que a previsão inicial para a retomada do transporte universitário era 6 de março, mas agora, com a licitação marcada apenas para 18 de março, muitos se veem à mercê da ineficiência administrativa.
“Nós, alunos do transporte universitário da cidade de Simões Filho pedimos um retorno imediato do transporte, tendo em vista, que desde janeiro, as aulas estão acontecendo e diversos alunos sendo prejudicados pela falta de responsabilidade dos nossos representantes, transporte que já estava com previsão de retornar em 06/03, mais de 1 mês após o início das aulas, agora está com licitação prevista apenas para 18/03, sem previsão de retorno do transporte, colocando em risco o acesso à educação de diversos alunos que não têm condições de desembolsar todos os dias valores altos para um transporte alternativo”, declarou um grupo de estudantes em um manifesto.
A situação se agrava para aqueles que dependem exclusivamente do transporte público. Uma jovem universitária, que se identificou como bolsista, expressou sua preocupação: “Minha faculdade fica no Stiep, sou 100% bolsista e corro o risco de perder minha bolsa por não ir, não tenho condições de pagar transporte”.
Os estudantes não hesitam em apontar o dedo para a gestão municipal, pedindo responsabilidade do prefeito Devaldo Soares de Souza.
A situação é ainda mais paradoxal quando se observa que, no mesmo Diário Oficial que anuncia a licitação para o transporte, a prefeitura contratou a empresa FAO Alimentos e Transportes LTDA para a aquisição de 3 mil cestas básicas, totalizando mais de R$ 400 mil. Embora a alimentação seja uma questão importante, os estudantes enfatizam que a educação não pode ser relegada a segundo plano.
“Sabem quem pode ajudar de verdade? É o prefeito Devaldo Soares de Souza. Del, é responsabilidade sua. Com uma canetada, você resolve esse problema, e outra, não precisa esperar tanto assim, porque quando querem fechar contratos em licitação para favorecer aliados, vocês não pensam duas vezes, por exemplo, no mesmo Diário Oficial que comunica o aviso de licitação para o dia 18 de março, a prefeitura contratou sem licitação a empresa FAO Alimentos e Transportes LTDA para a aquisição de 3 mil cestas básicas por mais de R$ 400 mil. Claro que a alimentação é importante tanto quanto à educação”, afirmou o Jornalista Gomes Nascimento em vídeo publicado e compartilhado nas redes sociais.
Diante desse cenário, a pressão sobre a prefeitura aumenta, e a comunidade acadêmica aguarda ansiosamente por uma solução que garanta o direito à educação sem barreiras financeiras. Os universitários de Simões Filho esperam que suas vozes sejam ouvidas, e que a responsabilidade social prevaleça sobre interesses políticos.
Com informações do Jornalista Gomes Nascimento


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