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Esquema no INSS bancava luxo e até compra de jatinho, revela PF em nova fase da operação

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A nova fase da Operação Sem Desconto escancarou o nível de sofisticação e ostentação de um esquema que teria desviado bilhões de reais de aposentad

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A nova fase da Operação Sem Desconto escancarou o nível de sofisticação e ostentação de um esquema que teria desviado bilhões de reais de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Conversas interceptadas pela Polícia Federal revelam que investigados planejavam usar os recursos ilícitos para aquisição de bens de alto luxo, incluindo até jatinhos particulares.

A ofensiva policial, deflagrada nesta terça-feira (17), colocou no centro das investigações a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), além de empresários e operadores financeiros apontados como peças-chave da engrenagem criminosa.

Mensagens obtidas pelos investigadores mostram o tom de naturalidade com que os suspeitos tratavam o dinheiro, supostamente desviado de beneficiários do INSS. Em um dos diálogos, a empresária Cecília Rodrigues Mota incentiva um aliado a investir em um jatinho, citando que outro integrante do grupo já estaria em processo de compra.

A referência é ao empresário Natjo de Lima Pinheiro, apontado como um dos principais operadores do esquema e responsável por gerir o fluxo financeiro milionário oriundo das fraudes. Ele foi preso durante a operação.

Núcleo operacional 

De acordo com a PF, Cecília Mota atuava diretamente no núcleo operacional da organização, utilizando intermediários para movimentar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

Outro nome que surge na investigação é Igor Oliveira Freitas, apontado como braço logístico da operação criminosa. Em endereços ligados a ele, agentes encontraram pilhas de dinheiro em espécie, além de veículos de luxo.

Como funcionava 

As apurações indicam que o grupo inseria dados falsos em sistemas públicos para autorizar descontos indevidos diretamente nos contracheques de aposentados e pensionistas, muitas vezes sem qualquer consentimento das vítimas.

O modelo permitia a geração de receitas contínuas e de difícil percepção imediata, o que ampliou o alcance da fraude em diversas regiões do país.

Operação 

Nesta fase, a Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, além de prisões e medidas cautelares no Distrito Federal e no Ceará. A investigação aponta para uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e uso de mecanismos sofisticados para ocultação de valores.

Os envolvidos podem responder por organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistemas públicos.





Fonte: Clique aqui

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