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A empresa chinesa Huaxin Building Materials Group está perto de assumir o controle da CSN Cimentos em uma operação avaliada em R$ 12,7 bilhões. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) assinou um acordo de exclusividade de dez dias com o grupo asiático para concluir os documentos definitivos da negociação.
O valor anunciado corresponde ao enterprise value, ou valor total da empresa, e inclui as dívidas da operação de cimentos que serão assumidas pelo comprador. Portanto, o montante não representa necessariamente o dinheiro que entrará no caixa da CSN. A conclusão do negócio ainda depende da assinatura dos contratos definitivos e das aprovações regulatórias.
Segundo comunicado da companhia, a Huaxin apresentou a proposta mais vantajosa no processo competitivo iniciado em março de 2026. A negociação também envolveu outros interessados, entre eles um consórcio formado pela brasileira Votorantim Cimentos e pela italiana Cementir.
A venda faz parte de uma estratégia de reestruturação financeira da CSN, controlada pelo empresário Benjamin Steinbruch. A companhia pretende levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a alienação de ativos, incluindo negócios de cimento e participações em infraestrutura, para reduzir o endividamento e fortalecer sua estrutura de capital.
A operação ocorre em um momento de pressão sobre as finanças do grupo, que busca diminuir uma dívida elevada e concentrar investimentos em áreas consideradas mais rentáveis. A mineração de ferro ganhou prioridade nesse planejamento, especialmente com o projeto P15, na mina de Casa de Pedra, em Congonhas, Minas Gerais.
Apesar do desempenho operacional da divisão de cimentos, a CSN decidiu transformar o negócio em fonte de recursos para financiar sua reorganização. A expectativa é que a venda contribua para reduzir o peso das dívidas e permita ao grupo direcionar capital para a mineração e outros segmentos estratégicos.


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