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Eleitorado feminino bate recorde e amplia peso na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

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O crescimento do eleitorado feminino consolidou as mulheres como um dos principais grupos a serem disputados na eleição presidencial de 2026. Dados

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O crescimento do eleitorado feminino consolidou as mulheres como um dos principais grupos a serem disputados na eleição presidencial de 2026. Dados atualizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que elas representam 52,8% dos eleitores aptos a votar, uma vantagem de 9,1 milhões sobre os homens, o maior patamar já registrado pela Justiça Eleitoral.

O novo cenário reforça a importância do voto feminino na corrida ao Palácio do Planalto e coloca o segmento no centro das estratégias dos principais candidatos. Pesquisas recentes indicam que o presidente Lula da Silva (PT) mantém desempenho mais favorável entre as mulheres, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) busca ampliar sua aceitação nesse público.

A evolução demográfica também chama atenção. Em 2010, havia cerca de 5,1 milhões de eleitoras a mais do que eleitores. Em 2026, essa diferença praticamente dobrou, consolidando uma tendência de crescimento contínuo da participação feminina nas urnas.

Especialistas avaliam que a divisão entre os votos de homens e mulheres ganhou força a partir das eleições de 2018. Segundo a pesquisadora Andressa Rovani, do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop) da Unicamp, a entrada de temas ligados à pauta moral na campanha presidencial provocou um afastamento entre as preferências dos dois grupos, fenômeno que permaneceu em 2022 e continua influenciando o cenário eleitoral.

O cientista político Jairo Nicolau, autor do livro O País Dividido, também observa que, entre 2002 e 2014, o PT mantinha desempenho semelhante entre homens e mulheres. A mudança ocorreu com a ascensão do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando o eleitorado masculino passou a demonstrar apoio mais intenso à direita, enquanto as mulheres passaram a favorecer proporcionalmente os candidatos petistas.

Levantamentos recentes reforçam essa tendência. Pesquisa Genial/Quaest mostra que Lula mantém vantagem entre as eleitoras, enquanto cenários de segundo turno também apontam desempenho superior do presidente entre o público feminino. Entre os homens, a disputa aparece mais equilibrada.

Diante desse cenário, as duas principais campanhas passaram a reforçar suas estratégias voltadas às mulheres. Após a reaproximação pública com o senador Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a atuar de forma mais intensa na campanha presidencial, participando de eventos, gravações e mobilizações direcionadas ao eleitorado feminino. Do outro lado, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, também ampliou sua participação na campanha de Lula, acompanhando o presidente em agendas pelo país e intensificando ações voltadas às mulheres, segmento considerado estratégico para a reeleição.

Além da participação de Michelle, Flávio Bolsonaro passou a envolver mais sua esposa, Fernanda Bolsonaro, nas atividades de campanha. O senador também buscou encerrar divergências familiares ao fazer um pedido público de desculpas à ex-primeira-dama e renovar o convite para que ambos caminhem juntos durante a disputa eleitoral.

Com mais da metade do eleitorado brasileiro, as mulheres tendem a exercer papel decisivo na definição da sucessão presidencial. Analistas avaliam que a capacidade dos candidatos de dialogar com esse segmento poderá influenciar diretamente o resultado das urnas em outubro de 2026, tornando o voto feminino um dos principais fatores da corrida ao Palácio do Planalto.





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