As dificuldades enfrentadas no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD) de Simões Filho, situado no bairro CIA 1, têm gerado inseguran
As dificuldades enfrentadas no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD) de Simões Filho, situado no bairro CIA 1, têm gerado insegurança e indignação entre os usuários e seus familiares. A ausência de um psiquiatra há semanas compromete gravemente o acompanhamento clínico e os encaminhamentos terapêuticos, deixando muitos pacientes sem atendimento adequado.
Segundo relatos, a interrupção dos serviços médicos vem dificultando a renovação de receitas e agravando quadros de saúde mental já delicados. A escassez de medicamentos essenciais para o tratamento de transtornos como depressão e esquizofrenia tem levado a descompensações emocionais, colocando em risco a estabilidade dos pacientes.
Outro problema grave relatado pelas famílias é a dificuldade para conseguir laudos médicos necessários à obtenção de benefícios sociais, como o BPC e o auxílio-doença. Sem esses documentos, exigidos por órgãos como o INSS, muitas pessoas estão sendo privadas do acesso à renda básica e à segurança mínima para sobreviver.
“Dependemos do CAPS para tudo. Sem médico, sem laudo, sem remédio… a gente fica perdido”, desabafou uma moradora do CIA 1, que acompanha o tratamento do filho na unidade.
As denúncias evidenciam a fragilidade do sistema de saúde mental no município e reforçam a urgência de uma resposta efetiva por parte das autoridades. Até o momento, a Prefeitura de Simões Filho e a Secretaria Municipal de Saúde não se pronunciaram sobre a situação.
A comunidade local clama por medidas urgentes para restabelecer um atendimento digno, humanizado e contínuo. Em meio a uma crise que já afeta diversas famílias, cresce o apelo por mais respeito e compromisso com a saúde mental dos cidadãos.


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