O primeiro debate entre candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 acontece neste domingo, 23, às 20h, na Band, mas sem a presença
O primeiro debate entre candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 acontece neste domingo, 23, às 20h, na Band, mas sem a presença dos dois nomes que lideram a disputa nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) decidiram não participar do confronto, apesar de uma pesquisa BTG/Nexus indicar que 86% dos eleitores pretendem acompanhar os debates presidenciais de alguma maneira.
O levantamento mostra que 50% dos entrevistados pretendem assistir aos debates ao vivo, pela televisão ou pela internet. Outros 8% afirmam que acompanharão posteriormente, principalmente por meio de cortes e vídeos nas redes sociais, enquanto 28% dizem que utilizarão as duas formas.
Apenas 13% afirmaram que não pretendem acompanhar os confrontos. Entre eleitores que ainda não escolheram candidato ou que pretendem votar em branco, anular ou não escolher nenhum nome, o interesse também é significativo, 68% desse grupo pretende assistir aos debates.
Ausência dos líderes muda o perfil do primeiro debate
O encontro promovido pela Band terá a participação de candidatos que aparecem com percentuais menores nas pesquisas. Estão confirmados Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante).
Zema, porém, chegou a anunciar que não participaria do debate diante da ausência de Lula. As informações mais recentes indicam que o primeiro confronto deverá ocorrer sem os dois principais nomes da corrida presidencial.
O cenário representa uma situação incomum para o início da campanha presidencial. Segundo o levantamento citado pela imprensa, o debate será marcado pela presença apenas de candidatos que registram menos de 10% das intenções de voto.
Por que Lula e Flávio ficaram fora
A ausência de Lula está relacionada à composição do debate. A legislação eleitoral estabelece regras para a participação de candidatos em debates, especialmente em relação à representação partidária no Congresso.
A avaliação da campanha presidencial foi de que a presença de candidatos que não seriam obrigatoriamente convidados poderia criar uma situação desfavorável ao presidente, que seria o principal alvo dos demais participantes.
Flávio adotou posição semelhante e condicionou sua participação em debates à presença de Lula. Sem o atual presidente no estúdio, o senador poderia se tornar o principal alvo dos adversários presentes.
A estratégia também ocorre em um momento de forte polarização eleitoral. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 17 de agosto, Lula tinha 41% no primeiro turno, contra 36% de Flávio. No segundo turno, os dois apareciam em situação de empate técnico, com 47% e 44%, respectivamente. O levantamento ouviu 2.003 eleitores entre 14 e 16 de agosto e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
Interesse do eleitor contrasta com estratégia das campanhas
Os números mostram uma distância entre a estratégia dos principais candidatos e o comportamento declarado do eleitorado. Mesmo sem Lula e Flávio, mais de oito em cada dez brasileiros dizem ter interesse em acompanhar os debates.
O dado ganha importância porque os confrontos televisionados podem funcionar como uma das poucas oportunidades para candidatos com menor exposição apresentarem propostas diretamente ao eleitorado.
Além disso, o levantamento indica que os debates podem alcançar eleitores que ainda estão em processo de decisão. Nesse grupo, 68% afirmaram que pretendem acompanhar os confrontos, o que transforma os programas em um espaço potencialmente relevante para conquistar votos.
Pesquisa BTG/Nexus
| Indicador | Percentual |
|---|---|
| Eleitores que pretendem acompanhar debates | 86% |
| Ao vivo, TV ou internet | 50% |
| Somente depois, por cortes nas redes | 8% |
| Ao vivo e por cortes nas redes | 28% |
| Não pretendem assistir | 13% |
| Indecisos ou que pretendem anular e que assistirão | 68% |
A pesquisa mais recente da BTG/Nexus foi realizada por telefone com 2.003 eleitores, entre 14 e 16 de agosto de 2026, abrangendo as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03317/2026.


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