A cirurgia no ombro direito do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada sem intercorrências nesta sexta-feira, segundo boletim divulgado pelo Hos
A cirurgia no ombro direito do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada sem intercorrências nesta sexta-feira, segundo boletim divulgado pelo Hospital DF Star. O procedimento, que teve duração aproximada de cinco horas, incluiu reparo artroscópico do manguito rotador e ocorreu após autorização do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a unidade de saúde, Bolsonaro permanece internado para controle da dor e observação clínica. A intervenção foi indicada após exames apontarem lesões de alto grau no ombro direito, incluindo comprometimento de tendões e outras estruturas associadas.
Autorização do STF e escolta policial
A internação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que também determinou medidas específicas durante o período hospitalar. Entre elas, a permissão para que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanhe o paciente e a restrição de visitas, incluindo familiares e advogados, salvo nova autorização judicial.
O deslocamento até o hospital contou com escolta do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela fiscalização da prisão domiciliar do ex-presidente.
Histórico clínico e justificativa médica
A defesa de Bolsonaro solicitou a autorização ao STF no dia 21 de abril, alegando necessidade médica em razão de dores persistentes decorrentes de uma queda. Relatórios médicos indicaram lesões significativas, com impacto na mobilidade e qualidade de vida do paciente.
Segundo os documentos apresentados, o ex-presidente vinha fazendo uso contínuo de analgésicos e apresentava dor tanto em repouso quanto em movimento, o que motivou a indicação cirúrgica.
Exigências judiciais
Na decisão, Moraes estabeleceu que a defesa deverá apresentar um relatório detalhado sobre o procedimento no prazo de até 48 horas. O ministro também alertou que o descumprimento das condições impostas pode levar à revisão da prisão domiciliar.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, após período de internação para tratamento de broncopneumonia. Desde então, sua rotina inclui acompanhamento médico frequente e restrições de contato.


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