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Campanha de Lula enfrenta crise interna e busca novo rumo após derrota no 1º turno

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A campanha de reeleição do presidente Lula da Silva (PT) atravessa uma crise interna três dias após o primeiro turno, quando o petista terminou atr

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A campanha de reeleição do presidente Lula da Silva (PT) atravessa uma crise interna três dias após o primeiro turno, quando o petista terminou atrás de Flávio Bolsonaro (PL). O resultado levou a cobranças dentro do grupo e abriu uma discussão sobre mudanças na estratégia para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Na quarta-feira (7), Lula fez uma autocrítica pública e criticou a condução da campanha. Em reunião com aliados, afirmou que o primeiro turno foi a campanha “menos organizada” de que participou desde 1989 e disse que poderia ter feito mais. A declaração ocorreu ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha, que já vinha sendo alvo de críticas internas por problemas operacionais.

Segundo a Folha de S.Paulo, aliados avaliam que Edinho não deve ser afastado, mas poderá dividir atribuições com outros nomes. O ex-governador do Ceará Camilo Santana é citado entre os políticos que podem ganhar espaço na coordenação, enquanto lideranças nordestinas devem assumir maior participação na mobilização eleitoral.

A comunicação também está sendo reformulada. Lula passou a apostar em vídeos gravados em formato de selfie e reuniu parlamentares eleitos com forte atuação nas redes sociais. A deputada federal eleita Ana Elisa, de 21 anos, que teve votação expressiva em Minas Gerais, foi uma das pessoas chamadas para discutir estratégias digitais.

Outra mudança envolve o discurso sobre segurança pública. Lula apresentou um novo lema para o segundo turno, defendendo “proteção” para o trabalhador e prisão para criminosos, além de defender a PEC da Segurança Pública e maior participação da União no combate à criminalidade.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença superior a 2 milhões de votos. Agora, a campanha petista tenta se reorganizar para a disputa de 25 de outubro.





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