O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma piora nos episódios recorrentes de soluço nos dias 9 e 10 de junho, segundo relatório médico
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma piora nos episódios recorrentes de soluço nos dias 9 e 10 de junho, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento informa que a intensidade e a frequência das crises exigiram a administração de doses adicionais de medicamentos, levando o tratamento ao limite considerado seguro pela equipe responsável.
As informações constam no relatório semanal enviado à Corte para atualização do estado de saúde do ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar humanitária em razão de seu quadro clínico e da necessidade de acompanhamento médico contínuo.
De acordo com os profissionais que acompanham Bolsonaro, a persistência dos sintomas levou à recomendação de novos exames para aprofundar a investigação das possíveis causas do problema. Entre os procedimentos previstos estão endoscopia digestiva alta, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria gástrica.
O objetivo das avaliações é analisar o funcionamento do esfíncter esofágico inferior e verificar a existência de esofagite crônica ou outras alterações gastrointestinais que possam estar relacionadas à recorrência dos soluços.
O relatório também destaca que, do ponto de vista cardiológico, o ex-presidente permanece estável, com pressão arterial controlada. No entanto, os médicos registraram queixas de fadiga, cansaço durante esforços moderados e episódios de oscilação no equilíbrio corporal.
Nos últimos meses, Bolsonaro passou por uma série de procedimentos médicos. Em maio, foi submetido a uma cirurgia no ombro direito e segue em recuperação de um quadro de broncopneumonia, além do tratamento de condições crônicas que vêm sendo monitoradas pela equipe de saúde.
A documentação encaminhada ao STF servirá de base para o acompanhamento da situação do ex-presidente e para eventuais decisões da pena em regime domiciliar.


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