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Bienal 2026: Com recorde de autores independentes, ‘Vozes da Bahia’ se consolida como vitrine da nova literatura baiana | SECOM

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A Bienal do Livro Bahia 2026 chegou ao seu encerramento na última terça-feira (21) consagrando um movimento inédito de democratização literária. O

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A Bienal do Livro Bahia 2026 chegou ao seu encerramento na última terça-feira (21) consagrando um movimento inédito de democratização literária. O projeto Vozes da Bahia, iniciativa do Governo do Estado, encerrou sua participação com números históricos: foram mais de 200 profissionais mobilizados — entre escritores, quadrinistas, coletivos de autores, saraus, cordelistas, editoras baianas e mediadores, além disso, mais de cinco mil pessoas movimentaram os espaços ocupados pelas Vozes da Bahia, seja no Auditório, Café Literário, Estande do Governo do Estado, ou Espaço Infantil, garantindo que a diversidade dos territórios baianos ocupasse o centro do maior evento literário do Nordeste.

Coordenada pela Fundação Pedro Calmon (FPC/Secult-BA), a ação foi além da presença institucional. Através de um edital estratégico, o projeto permitiu que autores independentes, tivessem na Bienal do Livro Bahia 2026, a oportunidade de estar mais próximo do público, através de debates e lançamentos.

O auditório “Vozes da Bahia” tornou-se o coração pulsante dessa ocupação. Ao longo de sete dias, o espaço sediou 14 sessões de debates e palestras, além de acolher coletivos, saraus e editoras locais.

A programação plural atravessou temas que foram da literatura indígena aos desafios da era digital, conectando autores veteranos a nomes emergentes da cena contemporânea. Além do auditório principal, o Governo da Bahia marcou presença em outros três espaços, promovendo um diálogo constante entre a tradição cultural e as novas narrativas.

Uma dessas mesas no auditório levou ao centro do debate “Literatura Indígena: Textos, contextos e sarau poético”, com Juvenal Payayá, Ademario Payayá, Ezequiel Vitor Tuxá, Casé Angatu, Ane Kethleen Pataxó, Adriana Pesca (mediação).

A escritora Ane Ketlheen Pataxó destacou: “Estar nesse lugar também é demarcação. Uma mesa muito importante para nós povos indígenas. Agradecemos por esse espaço que nasce para nos dar visibilidade, e dá destaque à escrita indígena, que é uma forma de resistência e luta de nós povos indígenas”.

Legado para o Setor

Mais do que um evento, o Vozes da Bahia se consolida como uma política pública de fomento. Ao garantir a representação de autores de diversos territórios de identidade, o Estado reafirma o compromisso com a economia do livro e a valorização da identidade baiana, assim como destacou o escritor Alex Santana, que participou pela primeira vez de uma Bienal.

“Esse espaço para um escritor independente é extremamente importante, para promover a minha obra e de todos os 820 autores que aqui passaram. Iniciativas como essa devem se repetir não só na Bienal, mas em festas literárias que tem acontecido com regularidade na Bahia. A ideia é visibilizar esses escritores que não estão nas grandes mídias. Desejo vida longa ao Vozes da Bahia”,

O impacto das ações também é percebido pelo público. Do adulto à criança, a programação foi pensada para todos os públicos. A visitante Cris Trindade, de Camaçari, ressaltou a relevância da iniciativa ao acompanhar o filho no evento: “É muito importante esse incentivo à leitura. Foi muito bonito ver tantas crianças tendo acesso a esse universo literário”.

A Bienal do Livro Bahia 2026 aconteceu no Centro de Convenções de Salvador e se encerrou, deixando um saldo positivo de público e de visibilidade para a produção literária independente.

Fonte: Ascom/FPC



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