As movimentações em torno do chamado caso Master ganharam força nos bastidores do Supremo Tribunal Federal e indicam que o processo pode estar pert
As movimentações em torno do chamado caso Master ganharam força nos bastidores do Supremo Tribunal Federal e indicam que o processo pode estar perto de mudar de instância. Articulações discretas avançaram ao longo do fim de semana com o objetivo de transferir o caso para a Justiça Federal, afastando o tema do centro das atenções do STF.
Embora o ministro Dias Toffoli negue publicamente a possibilidade a interlocutores externos ao núcleo das negociações, o discurso não convence quem acompanha de perto os movimentos internos. Entre os envolvidos diretamente nas tratativas, a avaliação é de que a decisão já está praticamente amadurecida e depende apenas do momento político mais conveniente.
A estratégia tem sido descrita como uma tentativa de “descompressão” do Supremo, empurrando para a primeira instância um processo considerado sensível e potencialmente desgastante. A leitura é de que manter o caso no STF amplia ruídos institucionais e pressões políticas, cenário que setores da Corte tentam evitar.
Nos corredores do Judiciário, a expectativa é de que a mudança de foro ocorra ao longo de fevereiro. Até lá, o silêncio público contrasta com a intensa articulação privada, alimentando a percepção de que o destino do caso Master já está traçado, ainda que oficialmente negado.


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