A percepção dos brasileiros sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) avançou em direções opostas ao longo de 2025. Cresceram tanto as avaliações posi
A percepção dos brasileiros sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) avançou em direções opostas ao longo de 2025. Cresceram tanto as avaliações positivas quanto as negativas sobre o trabalho da Corte, evidenciando um cenário de forte polarização em torno do Judiciário.
Entre julho e dezembro, o percentual de brasileiros que avaliam positivamente o STF saltou de 23% para 33%. No mesmo período, a rejeição também avançou, passando de 32% para 36%, mantendo-se como o índice predominante. Já a avaliação considerada regular sofreu queda expressiva, recuando de 34% para 24%.
Decisões e tensão institucional
O período entre os levantamentos foi marcado por decisões de grande impacto político e institucional. A Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão, em julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado, o que acirrou ainda mais o debate público sobre o papel da Corte.
Além disso, o Supremo passou por mudança em seu comando. O ministro Edson Fachin assumiu a presidência do tribunal após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Fachin passou a defender uma postura de maior autocontenção judicial, em contraste com o perfil mais ativo e protagonista do comando anterior.
Crise diplomática e repercussão internacional
A atuação do STF também ganhou repercussão fora do país. Durante o período analisado, o secretário de Estado do governo Donald Trump, Marco Rubio, determinou a revogação do visto do ministro Alexandre de Moraes, de familiares e de outros integrantes da Corte, além da aplicação de sanções com base na Lei Magnitsky.
Posteriormente, o próprio Trump retirou Moraes da lista de sancionados, mas o episódio consolidou um ambiente de desgaste internacional e ampliou o debate sobre os limites da atuação judicial brasileira.
Avaliação dos outros Poderes
A pesquisa também aferiu a percepção da população sobre o Legislativo. No Senado Federal, 34% classificam o desempenho como regular, percentual que empata tecnicamente com a avaliação negativa, de 33%. A avaliação positiva soma 22%, enquanto 11% não souberam ou não responderam.
Na Câmara dos Deputados, a avaliação negativa predomina, com 36% considerando o trabalho ruim ou péssimo. A avaliação regular aparece logo atrás, com 35%, enquanto 20% veem a atuação de forma positiva.
Governo Lula
No Executivo federal, a avaliação segue majoritariamente crítica. Para 38% dos entrevistados, o governo do presidente Lula da Silva (PT) é ruim ou péssimo. Outros 34% consideram a gestão boa ou ótima, enquanto 25% a classificam como regular. Um total de 3% não respondeu.


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