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Ataques dos EUA à Venezuela provocam reações e dividem líderes internacionais

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Os ataques atribuídos aos Estados Unidos contra a Venezuela, confirmados pelo presidente Donald Trump e acompanhados do anúncio da captura do presi

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Os ataques atribuídos aos Estados Unidos contra a Venezuela, confirmados pelo presidente Donald Trump e acompanhados do anúncio da captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, desencadearam uma onda imediata de reações internacionais. Enquanto parte dos líderes condenou a ofensiva militar e pediu ação urgente de organismos multilaterais, outros comemoraram o que classificaram como avanço da liberdade na região.

O governo venezuelano classificou a ação como uma agressão armada contra o país e decretou Estado de Comoção Exterior em todo o território nacional. Em comunicado oficial, Caracas convocou a mobilização das forças sociais, políticas e militares para defender a soberania nacional, afirmando que instituições civis e militares estão em alerta máximo diante do que chamou de ataque imperialista.

Na América Latina, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, foi um dos primeiros a se manifestar. Ele afirmou que Caracas estava sob bombardeio e cobrou uma reunião imediata da Organização dos Estados Americanos e das Nações Unidas para tratar da crise. O governo cubano também reagiu com dureza. Miguel Díaz-Canel condenou a ofensiva e exigiu resposta urgente da comunidade internacional, afirmando que a América Latina, definida por Havana como zona de paz, estaria sendo violentamente atacada.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, expressou profunda preocupação e condenou o uso da força, defendendo que a crise venezuelana só pode ser resolvida por meio do diálogo, do multilateralismo e do respeito ao Direito Internacional. Na mesma linha, Espanha e Itália afirmaram acompanhar a situação com atenção, reforçando a atuação de suas embaixadas e consulados para proteger cidadãos em território venezuelano e apelando à desescalada do conflito.

Fora do eixo latino-americano, o Irã classificou os ataques como violação flagrante da soberania e da integridade territorial da Venezuela, pedindo que o Conselho de Segurança da ONU atue de forma imediata. A Rússia também condenou o que chamou de ato de agressão armada, expressando preocupação com o risco de escalada e defendendo uma solução negociada. A Alemanha informou que monitora o cenário com grande preocupação e mobilizou uma equipe de crise para avaliar os desdobramentos.

Na Ásia, o presidente da Coreia do Sul determinou medidas para garantir a segurança de cidadãos sul-coreanos que vivem na Venezuela e não descartou uma eventual retirada, caso o conflito se intensifique.

Em contraste com as condenações, o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou publicamente os acontecimentos. Em publicação nas redes sociais, afirmou que “a liberdade avança”, ao repercutir a informação sobre a captura de Maduro anunciada por Trump.

Segundo o governo venezuelano, os ataques atingiram Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, incluindo áreas civis e militares. A gestão chavista acusa Washington de tentar controlar recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais, e anunciou que levará o caso a fóruns internacionais, incluindo o Conselho de Segurança da ONU, a CELAC e o Movimento dos Países Não Alinhados.

Durante a madrugada, moradores relataram explosões, colunas de fumaça e chamas visíveis em diferentes pontos da capital venezuelana. Até o momento, não há confirmação oficial de vítimas. O governo afirma que a Força Armada Nacional Bolivariana foi mobilizada e que comandos de defesa integral foram ativados em todo o país, reforçando o discurso de resistência diante da maior crise diplomática e militar envolvendo a Venezuela nos últimos anos.





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