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Assessor de Trump é barrado ao tentar visitar Bolsonaro preso e tensão entre Brasil e EUA volta a subir

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A relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos voltou a entrar em zona de turbulência após o governo brasileiro cancelar o visto do assessor a

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A relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos voltou a entrar em zona de turbulência após o governo brasileiro cancelar o visto do assessor americano Darren Beattie, ligado ao Departamento de Estado. A decisão foi tomada depois que autoridades brasileiras concluíram que ele teria omitido informações ao solicitar entrada no país.

Beattie pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso por decisão do Supremo Tribunal Federal, sem comunicar oficialmente a agenda ao Ministério das Relações Exteriores. O episódio elevou a tensão entre os governos de Lula da Silva (PT) e Donald Trump, justamente no momento em que os dois países negociam novos acordos de cooperação na área de segurança.

A crise ocorre poucos meses depois de uma tentativa de distensão entre os dois líderes, que se encontraram em outubro de 2025 durante agenda internacional na Ásia.

Governo aponta “informações falsas” 

De acordo com interlocutores do Itamaraty, o pedido de visto apresentado por Beattie afirmava que ele participaria de um fórum sobre minerais críticos em São Paulo. Em nenhum momento, segundo o governo brasileiro, foi mencionada a intenção de visitar Bolsonaro.

Após receber informações diplomáticas sobre a agenda paralela, o governo decidiu cancelar a autorização de entrada. A avaliação foi de que a visita poderia caracterizar interferência em um assunto interno brasileiro.

A defesa de Bolsonaro chegou a obter autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que o assessor americano o visitasse na unidade prisional conhecida como Papudinha. No entanto, após comunicação do chanceler Mauro Vieira, Moraes reconsiderou a autorização ao constatar que a visita não havia sido informada no processo de solicitação do visto.

Em evento no Rio de Janeiro, Lula afirmou que determinou a proibição enquanto os Estados Unidos mantiverem restrições a vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que é do PT, e de seus familiares.

Segundo o presidente brasileiro, não haverá flexibilização enquanto a situação não for resolvida.

Segurança e crime organizado

Apesar do atrito diplomático, os dois governos seguem discutindo cooperação para combater o crime organizado transnacional. O governo americano apresentou uma proposta que inclui medidas mais duras contra organizações criminosas com atuação no Brasil.

Entre elas estão:

  • Primeiro Comando da Capital (PCC)
  • Comando Vermelho (CV)
  • Hezbollah
  • grupos criminosos chineses com atuação no país

Os Estados Unidos também pedem compartilhamento de dados, inclusive informações biométricas de refugiados que estejam no Brasil.

Outra sugestão discutida envolve um modelo semelhante ao adotado em El Salvador, onde estrangeiros presos nos Estados Unidos podem cumprir pena no Centro de Confinamento do Terrorismo, política criada pelo presidente Nayib Bukele.

Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro descartam essa possibilidade. A avaliação é de que o sistema penitenciário nacional já enfrenta superlotação e não possui base jurídica para receber criminosos estrangeiros capturados por outro país.

Debate sobre facções

Outro ponto sensível das negociações envolve a possibilidade de classificar facções brasileiras como organizações terroristas, algo que vem sendo defendido por setores da oposição no Brasil e que faz parte da estratégia de segurança continental do governo Trump.

Especialistas avaliam que essa discussão tende a ganhar força nos próximos meses.

Lavagem de dinheiro 

Durante conversas anteriores com Trump, Lula também levou à mesa o tema da lavagem de dinheiro envolvendo brasileiros em território americano.

O presidente citou o caso do empresário Ricardo Magro, controlador da empresa de combustíveis Refit, investigado por movimentações financeiras bilionárias em offshores e atualmente foragido nos Estados Unidos.

Segundo Lula, a cooperação poderia começar justamente pela captura de brasileiros acusados de crimes financeiros que vivem em território americano.

Outro ponto citado foi o uso do estado de Delaware por empresas brasileiras investigadas para movimentar recursos em estruturas offshore.





Fonte: Clique aqui

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