A Prefeitura de Rio Real, que é localizada na região 'Nordeste da Bahia', integrando a Região do Litoral Norte e Agreste Baiano, voltou ao centro d
A Prefeitura de Rio Real, que é localizada na região ‘Nordeste da Bahia’, integrando a Região do Litoral Norte e Agreste Baiano, voltou ao centro das atenções após a publicação de uma Ata de Registro de Preço que causou espanto entre especialistas em licitação e moradores do município. O documento oficial prevê o pagamento de R$ 42 mil por mês pela locação de uma ambulância de simples remoção, sem serviços avançados, e com um detalhe ainda mais preocupante: o combustível será custeado pelo próprio município.
O valor chama atenção por destoar completamente dos preços praticados em outras cidades da Bahia, onde ambulâncias semelhantes, muitas vezes com plantão 24 horas, são contratadas por cifras bem menores. Em alguns casos, o montante pago em Rio Real se aproxima do custo de uma UTI móvel completa, com equipe médica especializada, o que levanta dúvidas sobre a razoabilidade do contrato.
Comparações que incomodam
A discrepância nos valores acendeu o alerta entre quem acompanha de perto a aplicação dos recursos públicos. No mercado, contratos desse tipo costumam variar conforme a complexidade do serviço, quilometragem, equipe e manutenção, fatores que não justificam, ao menos à primeira vista, o preço registrado pela gestão municipal.
Por se tratar de uma ata de registro de preços, o impacto pode ser ainda maior. Esse tipo de instrumento permite a repetição da contratação ao longo do período de vigência, o que significa que um valor considerado elevado pode se transformar em uma despesa recorrente e pesada para os cofres públicos. Por isso, o melhor será adquirir um veículo desses, o custo é menor.
Gestão sob questionamento
A licitação foi publicada durante a gestão do prefeito Jan da Laranja (PV), e já provoca questionamentos. Por que Rio Real paga tão caro por um serviço classificado como simples? Quais critérios técnicos embasaram a definição desse valor? Houve pesquisa de preços compatível com a realidade regional?
Até o momento, o que se tem é um número que assusta até quem está acostumado a analisar contratos públicos. Para o contribuinte, resta a sensação de que algo não fecha nessa conta e a expectativa de que os órgãos de controle acompanhem de perto mais esse gasto de uma administração municipal na Bahia.


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