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Alckmin minimiza tarifa dos EUA e diz que Brasil não perde competitividade

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O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste domingo (22) que o au

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O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste domingo (22) que o aumento das tarifas globais de importação dos Estados Unidos de 10% para 15% não compromete a competitividade das empresas brasileiras.

A declaração ocorreu em Aparecida do Norte, no interior de São Paulo, onde participou de evento religioso. Segundo Alckmin, como a nova alíquota é aplicada de forma uniforme a todos os países exportadores, não há perda relativa para o Brasil.

Decisão anunciada por Trump

O reajuste foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), após decisão da Suprema Corte americana que derrubou o chamado tarifaço imposto no ano anterior. Trump defendeu que a elevação para 15% está amparada por instrumentos jurídicos do país.

De acordo com cálculo da Confederação Nacional da Indústria, com base em dados da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos, a medida pode atingir cerca de US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras.

Setores com tarifa zerada

Alckmin ressaltou que, mesmo com o novo percentual, alguns setores estratégicos tiveram tarifas zeradas. Entre eles estão combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves.

“Mesmo com a alíquota de 15%, como é igual para todo mundo, não perdemos competitividade. Em alguns setores, ela zerou. Foi positivo”, declarou.

O vice-presidente também afirmou que há espaço para negociação durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) aos Estados Unidos, prevista para março. Segundo ele, além das tarifas, o governo brasileiro pretende discutir barreiras não tarifárias.

Acordo Mercosul-União Europeia

Durante o evento, Alckmin também demonstrou otimismo em relação à aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia no Congresso Nacional.

Ele reconheceu preocupações de setores específicos, como o de vinhos, mas destacou que o texto do acordo prevê mecanismos de salvaguarda. “Se tiver um pico de importações, suspende”, afirmou.

Impacto político e econômico

O posicionamento de Alckmin sinaliza tentativa do governo federal de reduzir ruídos no mercado e conter temores sobre possíveis impactos nas exportações brasileiras.

Ao apostar em negociações diplomáticas e em acordos comerciais estratégicos, o Palácio do Planalto tenta equilibrar o cenário externo com a agenda econômica interna, em um momento de forte sensibilidade no comércio global.





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