HomeBahia

Acordar durante a cirurgia? Tatuagem impede anestesia na coluna? Especialista esclarece 10 mitos e verdades sobre anestesia

my-portfolio

  Continua após a publicidade Continua após a publicidade Continua após a publicidade A anestesia ainda é cercada de dúvidas e receios que po

SJDH discute ajustes para implementar Sistema Nacional de Avaliação Unificada da Deficiência na Bahia
Jerônimo Rodrigues integra Ordem do Mérito do Ministério da Justiça, uma das maiores honrarias do país
Termina nesta terça (10) o prazo para garantir desconto de 15% no IPVA 2026


 

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

A anestesia ainda é cercada de dúvidas e receios que podem aumentar a ansiedade de quem vai passar por uma cirurgia. Afinal, é possível acordar durante o procedimento? A anestesia pode causar perda de memória? Quem tem tatuagem na região lombar pode receber anestesia na coluna? E a anestesia geral é mesmo mais perigosa do que a raquidiana?

Para esclarecer essas questões, a Dra. Lucia Pereira Nascimento, anestesiologista do Centro Médico Elsimar Coutinho Day Hospital – CEPARH, explica dez dos principais mitos e verdades sobre o tema.

“A anestesia moderna é extremamente segura quando realizada por profissional habilitado, em ambiente adequado e com monitorização. A técnica é escolhida de forma individualizada, considerando as condições clínicas do paciente, medicamentos em uso, alergias, cirurgias anteriores e o tipo de procedimento”, explica.

1. É possível acordar durante a cirurgia?

Verdade, mas é muito raro.

A chamada consciência intraoperatória pode ocorrer durante a anestesia geral, fazendo com que o paciente se lembre de sons, vozes ou sensações. É mais associada a situações de emergência e procedimentos nos quais a quantidade de anestésico precisa ser limitada.

“É importante diferenciar anestesia geral de sedação. Na sedação, o paciente pode permanecer parcialmente consciente. Na anestesia geral, o objetivo é manter o paciente inconsciente, com monitoramento contínuo dos sinais vitais”, esclarece a especialista.

2. A anestesia faz perder a memória?

Verdade, geralmente de forma temporária.

Alguns medicamentos podem causar sonolência, confusão ou alterações temporárias de memória após a cirurgia. Isso não significa perda permanente. Idade, condições de saúde, tipo de cirurgia e medicamentos utilizados influenciam esse efeito.

“É comum ter dificuldade para lembrar de momentos próximos à cirurgia. Isso é diferente de perda definitiva de memória”, afirma a médica.

3. Existe alergia à anestesia?

Verdade.

Reações alérgicas aos medicamentos utilizados durante a anestesia podem acontecer, inclusive de forma grave, mas são raras. Por isso, o paciente deve informar alergias conhecidas e qualquer reação anterior a medicamentos ou anestesias.

“Mesmo que não saiba qual medicamento causou uma reação anterior, o paciente deve contar ao anestesiologista”, orienta.

4. Quem tem tatuagem pode fazer anestesia na coluna?

Verdade.

A tatuagem lombar, por si só, não impede a anestesia raquidiana ou outros bloqueios na região. Quando possível, o anestesiologista pode escolher uma área de pele sem pigmentação para realizar a punção.

“Ter tatuagem nas costas não significa que a pessoa não poderá receber anestesia na coluna. Avaliamos a localização, o aspecto da pele e as condições do paciente”, explica a Dra. Lucia.

5. A anestesia geral é mais perigosa que a raquidiana?

Mito.

Não existe uma técnica universalmente mais perigosa. A escolha depende do tipo de cirurgia, das condições clínicas do paciente e da relação entre riscos e benefícios.

“O que existe é a técnica mais adequada para determinado paciente e procedimento. Por isso, a avaliação pré-anestésica é fundamental”, ressalta a especialista.

6. A anestesia geral faz o paciente parar de respirar?

Verdade, em determinadas situações.

Alguns medicamentos utilizados na anestesia geral podem reduzir ou interromper temporariamente a respiração espontânea. Quando isso acontece, a equipe anestésica utiliza equipamentos para auxiliar a ventilação e monitora continuamente a oxigenação e os demais sinais vitais.

“O paciente não fica simplesmente ‘sem respirar’. Temos recursos para controlar e auxiliar a ventilação durante todo o procedimento”, explica.

7. É preciso informar todos os medicamentos usados?

Verdade.

Medicamentos de uso contínuo, suplementos, fitoterápicos e remédios usados eventualmente devem ser informados ao anestesiologista. Doenças preexistentes e experiências anteriores com anestesia também são importantes para o planejamento.

“Um medicamento que o paciente considera comum pode ser relevante para a anestesia. É fundamental fornecer essas informações com precisão”, destaca a médica.

8. É possível sentir dor durante a anestesia geral?

Mito, quando a anestesia é adequadamente conduzida.

O objetivo da anestesia geral é manter o paciente inconsciente e sem dor durante a cirurgia. A equipe monitora continuamente o paciente e ajusta os medicamentos conforme necessário.

Casos de consciência acidental são raros e não devem ser confundidos com a sedação, na qual algum grau de consciência pode ocorrer.

9. Anestesia na coluna deixa a pessoa paralítica?

Mito.

A raquianestesia bloqueia temporariamente a transmissão dos sinais nervosos, causando perda de sensibilidade e de movimento na região anestesiada. O efeito desaparece gradualmente à medida que o medicamento perde a ação.

“A sensação de não conseguir movimentar as pernas pode assustar, mas esse bloqueio é esperado e temporário. O movimento e a sensibilidade retornam gradualmente”, explica a especialista.

10. A anestesia é sempre igual para todos os pacientes?

Mito.

A anestesia é planejada individualmente, considerando idade, peso, doenças preexistentes, medicamentos, alergias, cirurgias anteriores e características do procedimento.

“Duas pessoas podem fazer a mesma cirurgia e receber planos anestésicos diferentes. O objetivo é encontrar a estratégia que ofereça o melhor equilíbrio entre segurança, conforto e eficácia para cada paciente”, finaliza a Dra. Lucia Pereira Nascimento.

Informação ajuda a reduzir o medo

Conversar com o anestesiologista antes da cirurgia é uma das principais formas de reduzir a ansiedade e esclarecer dúvidas.

“O paciente tem o direito de perguntar qual técnica será utilizada, por que foi escolhida, quais são os possíveis efeitos e o que será feito para garantir sua segurança. Uma boa conversa antes da cirurgia faz parte do cuidado anestésico”, conclui a Dra. Lucia.

Além de conduzir a anestesia, o anestesiologista também atua no controle da dor durante e após o procedimento. O planejamento da analgesia contribui para um despertar mais tranquilo, com menos dor e mais conforto nas primeiras horas de recuperação.

Sobre a médica

Dra. Lucia Pereira Nascimento é médica anestesiologista, associada à Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e à Sociedade de Anestesiologia do Estado da Bahia (SAEB). Atua como coordenadora do Grupo de Anestesiologia do Centro Médico Elsimar Coutinho Day Hospital – CEPARH e integra, como sócia, o Grupo de Anestesiologia do Hospital Cardiopulmonar, da Rede D’Or.

Com experiência na área de anestesiologia hospitalar, Dra. Lucia exerce papel de liderança na coordenação da assistência anestésica, contribuindo para a segurança e a qualidade do atendimento aos pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos.

Sobre o CEPARH

O Centro Médico Elsimar Coutinho Day Hospital (CEPARH) é uma instituição com mais de 40 anos de atuação dedicada à saúde integral da mulher e do homem, com destaque para Planejamento Familiar e saúde reprodutiva. Reconhecido nacional e internacionalmente, alia atendimento humanizado à excelência científica, desenvolvendo pesquisas em métodos contraceptivos, terapias hormonais e técnicas cirúrgicas minimamente invasivas.

Com estrutura moderna que inclui ambulatórios, laboratórios, centro cirúrgico e Day Hospital, o CEPARH oferece acompanhamento multidisciplinar, exames e procedimentos especializados, atendendo pacientes particulares e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Sua missão é transformar vidas por meio da ciência, da inovação e do cuidado.



Fonte: Clique aqui

COMMENTS

WORDPRESS: 0
DISQUS: