A participação de Daniela Mercury no Troféu Armandinho & Irmãos Macêdo, realizado em Salvador, ganhou repercussão para além do ambiente cultura
A participação de Daniela Mercury no Troféu Armandinho & Irmãos Macêdo, realizado em Salvador, ganhou repercussão para além do ambiente cultural, ao misturar críticas, polêmicas e sinalizações políticas. Após protagonizar um momento tenso no palco ao acusar Edson Gomes de agressão (assista abaixo), a artista voltou a chamar atenção ao mencionar uma possível candidatura à Prefeitura da capital baiana.
Premiada como Hit do Carnaval com a música “É Terreiro, Laroyê”, Daniela aproveitou o discurso para fazer críticas ao Conselho Municipal do Carnaval, o Comcar, especialmente sobre a organização da ordem dos trios elétricos. Em tom crítico, a cantora defendeu maior autonomia para artistas tradicionais e blocos afro na definição de seus horários e posições nos circuitos.
Ao final da fala, a artista surpreendeu ao sugerir uma eventual entrada na política.
A relação de Daniela Mercury com o Comcar já vinha marcada por atritos recentes. Durante o Carnaval de 2026, a cantora chegou a acionar a Justiça para garantir prioridade no desfile do Bloco Crocodilo, além de criticar publicamente tentativas de alteração na ordem dos trios na avenida.
Nos bastidores, integrantes do setor carnavalesco também reagiram às declarações. O membro fundador da Associação de Blocos da Barra, Israel Mizrach, afirmou que a posição de destaque da artista nos circuitos não foi uma construção isolada, destacando que outros blocos tradicionais já ocupavam espaço relevante antes de sua chegada ao circuito Dodô.
A sequência de episódios evidencia a crescente interseção entre cultura e política em Salvador, onde debates sobre organização do Carnaval ganham repercussão nacional.


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