HomeBahia

Colapso econômico expõe ilha com apagões, fome e pressão internacional

my-portfolio

A crise em Cuba atingiu um novo patamar de deterioração, com falta de combustível, alimentos, medicamentos e serviços básicos, evidenciando o colap

Pedro Simon diz que Alexandre de Moraes “não ficaria mal na cadeia”
Agroindústria de mandioca garante renda e crescimento para comunidade rural de Fátima
Brasileira é eleita para comando do Programa Hidrológico da Unesco


A crise em Cuba atingiu um novo patamar de deterioração, com falta de combustível, alimentos, medicamentos e serviços básicos, evidenciando o colapso do modelo econômico da ilha. A situação se agravou após mudanças no cenário internacional e colocou o país no radar do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Relatos coletados em Havana mostram uma rotina marcada por ruas escuras, lixo acumulado e paralisação de serviços essenciais. A escassez de petróleo, intensificada após o corte de fornecimento externo, compromete o funcionamento de transporte, hospitais e sistemas de abastecimento de água. As informações são da reportagem de Caio Saad, publicada na revista Veja.

O sistema de saúde, historicamente considerado um dos pilares da revolução iniciada por Fidel Castro, enfrenta hoje falta de insumos básicos. Hospitais operam com energia limitada, ambulâncias estão paradas por ausência de combustível e a produção de medicamentos foi praticamente interrompida.

Dados indicam que apenas uma pequena parcela da população consegue acesso a remédios nas farmácias estatais. Diante disso, cresce o mercado informal, onde medicamentos são vendidos de forma irregular. Profissionais da saúde relatam dificuldades extremas, com decisões críticas sobre o uso de anestesia e funcionamento reduzido de laboratórios.

A crise também atinge fortemente a alimentação. O sistema de racionamento enfrenta desabastecimento severo, enquanto a inflação e a desvalorização da moeda elevam o custo de vida. Estimativas apontam que a maioria da população já não consegue manter três refeições diárias, enquanto crianças enfrentam insegurança alimentar.

O impacto social se reflete na migração em massa. Desde 2021, milhões deixaram o país, reduzindo significativamente a população e aumentando o envelhecimento demográfico. Muitos cubanos buscam alternativas em países da América Latina, incluindo o Brasil.

No campo político, o governo de Miguel Díaz-Canel enfrenta crescente insatisfação popular. O número de protestos aumentou nos últimos meses, embora a repressão estatal ainda limite mobilizações mais amplas.

Ao mesmo tempo, cresce a influência externa no debate sobre o futuro da ilha. Trump já sinalizou interesse em adotar medidas mais duras em relação a Cuba, com apoio de setores ligados à diáspora cubana nos Estados Unidos. Nos bastidores, há movimentações envolvendo figuras próximas ao poder, incluindo aliados históricos da família Castro.

A economia, fortemente dependente de importações e do turismo, sofre com a queda no número de visitantes e a redução da entrada de divisas. Hotéis e estruturas voltadas ao turismo operam abaixo da capacidade, agravando ainda mais a crise fiscal.

Diante desse cenário, Cuba enfrenta uma combinação de colapso econômico, crise humanitária e pressão política interna e externa. Para grande parte da população, a realidade é de sobrevivência diária, marcada pela escassez e pela incerteza sobre os rumos do país.





Fonte: Clique aqui

COMMENTS

WORDPRESS: 0
DISQUS: