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Rui Costa quebra silêncio sobre delação de Daniel Vorcaro

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Em meio ao avanço das investigações sobre o escândalo do Banco Master, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, subiu o tom e tentou se antecipar a pos

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Em meio ao avanço das investigações sobre o escândalo do Banco Master, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, subiu o tom e tentou se antecipar a possíveis desdobramentos políticos. Em entrevista à Record News, o petista negou qualquer ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro e descartou de forma enfática a possibilidade de ser citado em eventual delação.

Segundo Rui, o contato com Vorcaro foi pontual e irrelevante. O ministro afirmou que esteve com o empresário apenas uma vez, em uma reunião no Palácio do Planalto, e que sequer teria proximidade ou conhecimento sobre sua atuação.

Negativa direta e estratégia política

A declaração ocorre em um momento sensível, já que Rui Costa deve deixar o cargo no fim do mês para disputar uma vaga no Senado pela Bahia. A antecipação do discurso, nos bastidores, é vista como uma tentativa de blindagem diante de possíveis impactos eleitorais.

O petista foi categórico ao afirmar que não possui qualquer relação financeira ou contratual com Vorcaro. Segundo ele, nem familiares ou pessoas próximas tiveram vínculos com o banqueiro investigado.

Ataque ao governo Bolsonaro

Ao mesmo tempo em que se defendeu, Rui Costa direcionou as críticas ao passado recente. O ministro atribuiu a responsabilidade pelo funcionamento do Banco Master ao governo Jair Bolsonaro e ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

A fala reforça a estratégia do PT de vincular o escândalo a decisões regulatórias da gestão anterior, numa tentativa de deslocar o foco das investigações.

ACM Neto entra na mira

Em tom mais incisivo, Rui Costa também lançou suspeitas sobre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, adversário direto no cenário político baiano.

Sem apresentar detalhes concretos, o ministro mencionou a existência de contratos que teriam beneficiado o ex-prefeito, insinuando possíveis ligações indiretas com o caso. A declaração amplia a temperatura da disputa estadual, que já se desenha como uma das mais acirradas do país.

Rui Costa ainda adotou um discurso de cautela ao dizer que evita acusações levianas, mas indicou que uma eventual delação pode atingir figuras públicas que mantiveram proximidade com Vorcaro.

O ministro também citou, de forma indireta, relatos envolvendo festas e encontros atribuídos ao banqueiro, aumentando o clima de expectativa em torno do conteúdo que pode emergir das investigações.

Com a possível delação de Daniel Vorcaro no radar e o calendário eleitoral se aproximando, o caso promete continuar influenciando diretamente o tabuleiro político, especialmente na Bahia, onde os principais grupos já se movimentam de olho em outubro, mês das eleições.





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