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Safra 2026 deve recuar após recorde histórico de 2025, aponta IBGE

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A safra agrícola brasileira de 2026 deve alcançar 339,8 milhões de toneladas, resultado que representa uma retração de 1,8% em relação ao volume re

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A safra agrícola brasileira de 2026 deve alcançar 339,8 milhões de toneladas, resultado que representa uma retração de 1,8% em relação ao volume recorde registrado em 2025. A estimativa indica uma redução de 6,3 milhões de toneladas na comparação anual, segundo projeções oficiais divulgadas nesta semana.

Apesar da queda frente ao ano anterior, o número aponta uma leve recuperação em relação ao prognóstico anterior, com avanço de 1,2%, o equivalente a 4,2 milhões de toneladas a mais. Ainda assim, o cenário sinaliza um ajuste após o forte crescimento observado em 2025, quando a produção atingiu 346,1 milhões de toneladas, alta de 18,2% em relação a 2024.

Produção em queda

O recuo projetado para 2026 ocorre após um ciclo excepcional do agronegócio brasileiro, impulsionado por condições climáticas mais favoráveis e forte desempenho das principais culturas. O novo cenário sugere maior cautela para o próximo ciclo agrícola, em meio a desafios climáticos e mudanças no perfil das lavouras.

Na comparação com o levantamento de novembro, a estimativa de 2025 ainda apresentou pequeno ajuste positivo, confirmando o patamar elevado da produção no encerramento do ano.

Área em expansão, produção sob pressão

Mesmo com a expectativa de queda na produção total, a área colhida segue em expansão. Em 2025, o país colheu 81,6 milhões de hectares, crescimento de 3,2% em relação ao ano anterior. Para 2026, a projeção é ainda mais ampla, com 82,7 milhões de hectares, avanço de 1,4%.

O dado revela que o aumento da área plantada não será suficiente para sustentar novo recorde de produção, indicando possível redução de produtividade em algumas culturas estratégicas.

Mudança no perfil das lavouras

As projeções mostram expansão das áreas de milho, com destaque para a primeira safra, soja e feijão da primeira safra. Por outro lado, culturas tradicionais como algodão herbáceo e arroz devem registrar retração significativa de área, sinalizando ajustes no planejamento dos produtores diante de custos, mercado e riscos climáticos.

O milho lidera a expansão, especialmente na primeira safra, enquanto a soja mantém crescimento mais moderado, mas ainda relevante para o conjunto da produção nacional.

Estados em direções opostas

Regionalmente, o avanço da área plantada deve ser mais expressivo em estados como Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Piauí, Minas Gerais, Ceará, São Paulo, Pará e Rondônia.

Em sentido contrário, a projeção indica redução da área colhida em estados como Paraná, Goiás, Bahia, Maranhão e Santa Catarina, reforçando a leitura de que o ciclo 2026 será marcado por ajustes regionais e maior seletividade nas decisões do campo.

O cenário desenhado aponta para um agronegócio ainda robusto, porém menos exuberante do que em 2025, com sinais claros de acomodação após um ano histórico para a produção agrícola brasileira.





Fonte: Clique aqui

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