A montagem da chapa majoritária de oposição na Bahia para 2026 segue indefinida, e a principal pendência gira em torno da vaga de vice. Embora dive
A montagem da chapa majoritária de oposição na Bahia para 2026 segue indefinida, e a principal pendência gira em torno da vaga de vice. Embora diversos nomes circulem nos bastidores, dois prefeitos aparecem como mais cotados para compor com ACM Neto (União Brasil): Zé Cocá (PP) e Zé Ronaldo (União Brasil).
A definição, no entanto, envolve cálculos estratégicos, impacto regional e movimentações do governo estadual liderado por Jerônimo Rodrigues (PT).
Zé Ronaldo: força eleitoral e dilema administrativo
Aliados de ACM Neto avaliam que Zé Ronaldo “só não será vice se não quiser”. O prefeito de Feira de Santana carrega capital político consolidado no segundo maior colégio eleitoral do estado, mas sua eventual saída da prefeitura é vista como ponto sensível.
Segundo apuração nos bastidores, o grupo deve realizar pesquisa interna para medir o impacto eleitoral caso Zé Ronaldo deixe o cargo para disputar a vice. A preocupação é entender se a mudança poderia afetar a avaliação popular tanto em Feira quanto no cenário estadual.
Zé Ronaldo já deixou a prefeitura anteriormente. Reeleito em 2016, renunciou em 2018 para disputar o governo da Bahia, quando o então vice assumiu o comando do município. Agora, o histórico pesa na equação política.
Em declaração recente, o prefeito sinalizou que tem posição definida, mas ainda não revelou publicamente. Disse que “sabe o que quer” e que falará politicamente “mais na frente”, mantendo o suspense sobre seus próximos passos.
Zé Cocá ganha força e pode redesenhar alianças
Enquanto isso, cresce nos bastidores o favoritismo de Zé Cocá. Prefeito de Jequié, ele é visto como nome competitivo do interior, com alta aprovação regional e potencial de ampliar o alcance da oposição fora da capital.
Jerônimo Rodrigues tem adotado discurso de diálogo institucional com prefeitos que não estiveram ao seu lado na eleição passada. Segundo o governador, investimentos estaduais não estão condicionados a alinhamento político, numa tentativa de manter pontes abertas com lideranças municipais estratégicas.
Tanto Zé Cocá quanto Zé Ronaldo não apoiaram Jerônimo no pleito anterior, mas o governo afirma manter diálogo administrativo com ambos.
Outros nomes no radar
Além dos dois favoritos, outros nomes circulam internamente. A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), passou a ser mencionada após declarações sobre a possibilidade de disputar as eleições de 2026. O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), classificou Sheila como “excelente opção” para a vice.
Também aparecem como alternativas o ex-prefeito de Belo Campo, Quinho (PSD), e o ex-prefeito de Barreiras, Zito (União Brasil). Há ainda articulações envolvendo um possível nome do Republicanos, numa tentativa de ampliar o arco partidário da oposição.
Entre manter a força de Feira de Santana com Zé Ronaldo, apostar no interior estratégico com Zé Cocá ou abrir espaço para uma alternativa feminina como Sheila Lemos, a oposição baiana caminha sob cautela.
A definição deve ocorrer apenas após avaliações internas, pesquisas qualitativas e negociações partidárias. Até lá, o jogo segue aberto.


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