Por Alberto de Avellar — Meus inquietos pensantes da cidade icônica dos absurdos… A notícia da vez não é inauguração.É desmontagem, pergolado caiu
Por Alberto de Avellar — Meus inquietos pensantes da cidade icônica dos absurdos… A notícia da vez não é inauguração.
É desmontagem, pergolado caiu…E a memória também.
A Defesa Civil foi acionada para avaliar a condição de um pergolado recém-instalado em praça pública e, diante do risco estrutural, o órgão competente precisou agir de imediato para eliminar o perigo à população.
Até aí, tudo certo. Segurança vem primeiro.
O curioso começa depois.
Logo surgem nas redes sociais fotos, vídeos, poses calculadas e frases prontas:
“Nosso trabalho é cuidar e direcionar as pessoas para ter mais qualidade de vida.”
Parabéns para o “excelente trabalho”, dizem.
Mas o Bom Velhinho aqui faz apenas uma perguntinha simples, daquelas que ecoam na feira, no ponto de ônibus e na fila do mercado:
Quem foi mesmo que fez essas obras?
O ex prefeito Diógenes Tomentindo.
Porque, salvo engano da memória coletiva, muitos desses pergolados, praças e intervenções foram entregues como “grandes obras” da gestão do próprio grupo político que agora aparece fiscalizando, retirando, interditando e fotografando.
Ou seja: inaugura como obra histórica, abandona na manutenção e depois volta como fiscal salvador
É a política do faz de conta com selfie oficial.
O ROTEIRO DAS OBRAS ESQUECIDAS
E não para por aí.
Nos grupos de WhatsApp da cidade — aqueles que funcionam mais rápido que diário oficial — circulam imagens mostrando que o problema não é isolado.
O Bom Velhinho recebe relatos sobre:
Parque Manaim — onde dizem que até os pedalinhos sumiram e o cenário virou lembrança.
Eco Parque Tanque do Coronel — onde moradores relatam abandono, água desaparecida, rede de esgoto aparente e baronesas tomando conta.
Praças entregues com festa, banda e fita cortada… hoje dependendo de interdição.
E a pergunta continua ecoando:
Onde foi parar o dinheiro da manutenção?
Porque obra pública não é só inaugurar. Obra pública é manter.
AS FOTOS QUE NÃO PARAM DE CHEGAR
O mais impressionante é que as próprias imagens que circulam nos grupos mostram a realidade sem filtro institucional.
Enquanto discursos falam em qualidade de vida,
as fotografias mostram estruturas condenadas, equipamentos deteriorados e espaços esquecidos.
Veja as fotografias que estão rolando nos grupos de WhatsApp.
A cidade vê.
A cidade comenta.
A cidade compara.
E memória popular, meus amigos essa não aceita maquiagem.
A POLÍTICA DO ANTES E DEPOIS
Em Simões Filho, parece que inventaram um novo modelo administrativo: inaugura rápido, esquece mais rápido ainda, volta depois para interditar e posa de solução.
O problema é que praça não é cenário eleitoral. Pergolado não é palanque.
E qualidade de vida não nasce de legenda bonita em rede social. Nasce de gestão contínua.
O RECADO FINAL DO BOM VELHINHO
O povo não quer selfie com obra interditada.
O povo quer obra funcionando.
Porque cuidar da cidade não é retirar o risco depois. É não deixar o risco nascer.
E na cidade icônica dos absurdos até a inauguração às vezes já nasce com prazo de validade


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