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Seminário Nacional do Samba debate valorização e impacto econômico do ritmo baiano – Secretaria de Comunicação

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Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS A Casa do Benin, no Pelourinho, foi palco do Seminário Nacional do Samba, que discutiu o t

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Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS

A Casa do Benin, no Pelourinho, foi palco do Seminário Nacional do Samba, que discutiu o tema “Do ritmo à riqueza: A valorização do samba da Bahia e o papel dos investimentos”. O encontro, realizado na última sexta-feira (8), trouxe à tona a importância do samba para a geração de renda e a identidade cultural baiana.

Organizado pela União das Entidades de Samba da Bahia (Unisamba), o seminário reuniu músicos, gestores culturais e representantes de entidades afrodescendentes para discutir a valorização do gênero e o apoio financeiro necessário para seu fortalecimento. O evento foi uma oportunidade para empresários do entretenimento se unirem a projetos que busquem uma maior valorização econômica para o samba, com apoio dos setores público e privado.

Para o coordenador da Unisamba, Jairo da Mata, a escolha da Casa de Benin foi estratégica. “Decidimos realizar o evento aqui pela representatividade que o local possui para a comunidade negra”, afirmou, ressaltando que a casa simboliza os laços entre Bahia e África, reforçando o elo entre o samba e a cultura afro-brasileira.

A programação contou com duas mesas de debate. A primeira abordou o samba como matriz cultural e força de transformação social, enquanto a segunda focou na captação de investimentos para blocos e associações ligados à cultura afrodescendente.

O coordenador pontuou que, apesar do impacto econômico gerado pelo samba em Salvador, nem sempre os frutos chegam à comunidade. “O samba materializa a cultura na periferia, mas o retorno econômico ainda não alcança todos. Ganha-se com turismo, com a venda de bebidas, mas pouco se reinveste na base”, alertou Da Matta.

Entre os convidados, Ronaldo Silva, músico e proprietário do grupo Samba Trator, celebrou a criação de um espaço como o seminário. “O samba não pode ficar só nas vielas e nas rodas de rua – ele precisa ter o respeito e o lugar que merece. Tudo vem do samba, da ancestralidade. Ele tem um papel primordial”, enfatizou.

Ícones da música baiana, como os cantores e compositores Tonho Matéria e Chocolate da Bahia, e a cantora Sarajane, marcaram presença no evento. “É maravilhoso ver rodas de samba por toda parte, mas é fundamental que o samba seja respeitado como força ancestral, como o começo de tudo”, destacou Sarajane.

Reportagem: Lucas Vieira/Secom PMS



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