As campanhas eleitorais de 2026 movimentaram R$ 11,03 bilhões em despesas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo levantamento da
As campanhas eleitorais de 2026 movimentaram R$ 11,03 bilhões em despesas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo levantamento da CNN Brasil com dados disponíveis até 30 de outubro. O valor é R$ 2,36 bilhões inferior ao registrado nas eleições gerais de 2022. Os números ainda podem aumentar, já que o prazo para a entrega das prestações de contas não terminou.
O maior volume de despesas foi registrado na categoria de transferências financeiras a outros candidatos e partidos, que somou R$ 5,72 bilhões, aproximadamente 52% do total. Na sequência aparecem publicidade em materiais impressos, com R$ 976 milhões, serviços prestados por terceiros, com R$ 795 milhões, atividades de militância e mobilização de rua, com R$ 662 milhões, e despesas com pessoal, que alcançaram R$ 538 milhões.
Também tiveram peso nas contas das campanhas os gastos com impulsionamento de conteúdo na internet, que chegaram a R$ 488 milhões, serviços advocatícios, com R$ 302 milhões, publicidade em adesivos, produção de programas de rádio, televisão e vídeo, além da locação de veículos.
Facebook concentra recursos da publicidade digital
Entre as plataformas digitais, o Facebook, pertencente à Meta, foi o que mais recebeu recursos das campanhas. Os pagamentos chegaram a R$ 352 milhões, distribuídos em aproximadamente 28,6 mil contratos, um crescimento de 272% em relação a 2022, quando a plataforma recebeu R$ 129 milhões.
O avanço reflete a importância das redes sociais na estratégia eleitoral, especialmente para divulgação de candidaturas, impulsionamento de mensagens e mobilização de eleitores. Especialistas ouvidos pela CNN destacam que a comunicação digital passou a dividir espaço com os formatos tradicionais de campanha, como materiais impressos e atividades nas ruas.
Fundo eleitoral e prestação de contas
Parte significativa dos recursos utilizados nas eleições veio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral. Em 2026, o montante destinado às legendas foi de aproximadamente R$ 4,96 bilhões, distribuídos entre 30 partidos.
As maiores parcelas ficaram com o PL, que recebeu cerca de R$ 881,7 milhões, seguido pelo PT, com R$ 615,4 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 526,2 milhões. A distribuição considera critérios previstos na legislação eleitoral, entre eles a representação das siglas no Congresso Nacional.
A redução das despesas em comparação com 2022 pode estar relacionada, entre outros fatores, ao fato de 21 estados terem definido a eleição para governador no primeiro turno, evitando os custos de uma segunda etapa nessas disputas.
Os candidatos que participaram apenas do primeiro turno têm até terça-feira (3) para entregar a prestação de contas final à Justiça Eleitoral. Já aqueles que disputaram o segundo turno devem apresentar os dados até 14 de novembro.


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