O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou as discussões com a Meta e representantes das campanhas de Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou as discussões com a Meta e representantes das campanhas de Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o funcionamento dos algoritmos e a moderação de conteúdos políticos nas redes sociais. A disputa ganhou força na reta final da eleição presidencial, com acusações de possíveis prejuízos na distribuição de publicações.
Em reunião realizada na terça-feira (20), representantes da empresa, advogados das campanhas e integrantes da Justiça Eleitoral discutiram questionamentos apresentados pelos grupos políticos. O encontro ocorreu após uma iniciativa do PT que apontou supostos danos à campanha de Lula relacionados à atuação da plataforma.
A equipe de Flávio também apresentou questionamentos, alegando que sua candidatura enfrenta problemas relacionados à atuação das plataformas digitais. Com isso, a disputa passou a envolver acusações dos dois lados sobre o tratamento dado aos conteúdos eleitorais.
As controvérsias não se limitam à Meta, responsável por Instagram, Facebook e WhatsApp. A campanha de Flávio também apresentou questionamentos sobre uma possível manipulação de algoritmos do Google. As alegações ainda dependem de análise, e não há conclusão definitiva de que alguma candidatura tenha sido prejudicada.
O cenário inclui outras ações judiciais relacionadas à circulação de conteúdo político na internet, com petições dirigidas ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e referências a canais ligados ao entorno da campanha petista, incluindo o deputado André Janones.
Publicidade digital
A pressão sobre a Meta também veio de seu Comitê de Supervisão, órgão independente que analisa decisões de moderação da empresa. Em declaração divulgada na terça-feira, o colegiado manifestou preocupação com falhas recorrentes na aplicação das regras eleitorais e defendeu práticas de fiscalização mais transparentes e consistentes.
A influência da Meta nas campanhas também está relacionada ao volume de recursos destinados à publicidade digital. Segundo os dados citados no levantamento original, os gastos eleitorais com a empresa passaram de aproximadamente R$ 23 milhões em 2018 para cerca de R$ 290 milhões na prestação de contas parcial do ciclo de 2026.


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