A seis dias do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) decidiu apostar no contato direto com os eleitores como uma das principais estratégias para a
A seis dias do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) decidiu apostar no contato direto com os eleitores como uma das principais estratégias para a reta final da campanha presidencial. Nesta segunda-feira (28), o candidato percorreu áreas comerciais de São Paulo ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e afirmou que pretende intensificar o corpo a corpo até a votação de domingo.
A agenda começou no Brás, um dos principais polos de comércio popular do país, e seguiu para o Mercado Municipal. Flávio aproveitou a movimentação para estabelecer um contraste com o presidente Lula (PT), candidato à reeleição. Segundo ele, o petista não conseguiria realizar atividades semelhantes por ser hostilizado nas ruas.
“É o verdadeiro vestibular que o nosso concorrente não pode passar porque não consegue andar na rua porque é hostilizado”, afirmou Flávio, atribuindo a situação que descreveu à avaliação da população sobre violência e impostos. A declaração representa a avaliação do candidato sobre o adversário.
Flávio diz que campanha terá mais contato com eleitor
Flávio afirmou que a estratégia dos últimos dias será repetir o modelo adotado durante viagens realizadas por diferentes regiões do país. Para o candidato, o contato presencial permite ouvir diretamente as reclamações da população e apresentar suas propostas.
“É muita felicidade. Recebemos com muito carinho esse calor humano por onde a gente está passando. Do Norte ao Nordeste, Centro-Oeste e Sul, e agora aqui em São Paulo junto com o Tarcísio, com o Ricardo Nunes”, disse.
Durante a caminhada, o candidato voltou a responsabilizar o governo Lula por problemas relacionados à segurança pública e à carga tributária. “Aqui é onde o povo está junto, onde a gente está próximo de quem está sofrendo com o atual governo, sofrendo com a violência, sofrendo com altos impostos”, declarou.
Tarcísio também participou do ato e direcionou seu discurso aos comerciantes e empreendedores. O governador afirmou que empresários enfrentam dificuldades provocadas, entre outros fatores, pelos juros elevados e pelo aumento dos preços.
Candidato desafia Lula para debate
Flávio confirmou ainda que participará do último debate presidencial antes do primeiro turno, marcado para quinta-feira (1º), e voltou a desafiar Lula a comparecer.
“Eu espero que o Lula vá para o debate da Globo. É com ele que eu quero debater. Estou chamando ele para discutir qual o projeto para o Brasil é melhor: se é o meu ou se é o dele”, afirmou.
Até esta segunda-feira, a participação de Lula ainda não estava confirmada. Integrantes da campanha petista discutem a conveniência de o presidente participar do encontro, que ocorrerá três dias antes da votação.
Nossa Senhora Aparecida volta ao discurso
Flávio também retomou a polêmica provocada por publicações nas redes sociais que o associaram a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação é falsa e foi negada pelo candidato.
Nesta segunda, Flávio agradeceu à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por uma nota sobre o episódio. “Agradeço à CNBB confirmando que essa é uma grande fake news”, declarou. Durante o evento, o candidato, junto com o governador Tarcísio de Freitas (PL), que vem à reeleição, ergueram uma réplica da Santa a pedido de uma das manifestantes.
A manifestação ocorre depois de Flávio ter afirmado, no domingo (27), que pessoas ligadas à CNBB teriam ajudado o PT a disseminar o boato. A entidade negou ter produzido, autorizado ou participado da divulgação da informação falsa e afirmou que acusações sem provas atingem injustamente a instituição.
O candidato também acusou integrantes da campanha adversária de terem compartilhado a informação falsa e reafirmou que não pretende promover qualquer mudança relacionada ao título de Nossa Senhora Aparecida.
“Todo mundo viu que eu sou uma pessoa que respeita as religiões. Todas”, afirmou.
Além da controvérsia religiosa, Flávio voltou a atacar Lula pela regulamentação das apostas on-line e criticou as medidas recentes do governo para restringir as bets. A discussão sobre jogos, segurança pública, impostos e o confronto direto com Lula deve continuar ocupando espaço no discurso do candidato nos últimos dias antes da votação.


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