Uma operação da Polícia Federal realizada em janeiro encontrou uma coleção de bens de alto valor no apartamento de Henrique Vorcaro, pai do ex-banq
Uma operação da Polícia Federal realizada em janeiro encontrou uma coleção de bens de alto valor no apartamento de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em Belo Horizonte. Entre os itens apreendidos estavam seis veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 10 milhões, além de relógios, computadores, tablets e documentos relacionados a negócios imobiliários.
Entre os automóveis estavam um Bentley 2024, avaliado em até R$ 4,9 milhões, um Aston Martin 2024/2025, estimado em cerca de R$ 3,8 milhões, além de uma BMW, uma Toyota Hilux e dois Land Rover. A apreensão ocorreu em 14 de janeiro, quando Henrique não estava no imóvel.
A PF também encontrou cinco relógios, incluindo um Cartier, cujo valor pode variar significativamente de acordo com o modelo, além de oito iPads, computadores e pendrives. Os documentos apreendidos incluíam uma proposta de compra feita pela Multipar, empresa ligada a Henrique, para aquisição de um andar no edifício Faria Lima Square, em São Paulo, pelo valor de R$ 120 milhões.
O material passou a integrar os documentos da investigação sobre as suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. O conteúdo foi tornado público após decisão do Supremo Tribunal Federal. As informações sobre os bens e documentos fazem parte do conjunto de elementos analisados pela PF no caso.
A situação de Henrique Vorcaro ganhou novo peso nas investigações em maio, quando ele foi preso na sexta fase da Operação Compliance Zero. Segundo a PF, o empresário teria mantido contato com integrantes de grupos investigados por ações de monitoramento, intimidação e obtenção ilegal de informações. A corporação apontou ainda que ele teria atuado no financiamento dessas atividades.
A investigação também levantou suspeitas sobre movimentações patrimoniais envolvendo empresas da família. Segundo informações reunidas pela PF, Henrique teria sido utilizado em operações que poderiam contribuir para ocultar patrimônio relacionado ao Banco Master. Em uma das linhas investigativas, a corporação apontou uma conta em nome do empresário que teria movimentado recursos de grande valor.
Henrique, por sua vez, contestou as acusações. Em audiência de custódia, afirmou não ter participação nos supostos esquemas atribuídos ao filho e disse que sua prisão estaria relacionada a uma interpretação equivocada sobre pagamentos investigados. A defesa também classificou a prisão como grave e desnecessária.
O caso continua sob investigação no Supremo e na Polícia Federal, enquanto documentos, movimentações financeiras e relações empresariais da família Vorcaro são analisados no âmbito das apurações sobre o Banco Master.


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