HomeBahia

Tarifa de Trump divide pré-candidatos e acirra disputa entre governo e oposição

my-portfolio

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 25% sobre a maior parte das importações brasileiras provocou reaçõ

A Rede Fort Supermercados irá sortear vale compras de R$400 reais e combos de beleza neste mês de março – Imprensa Bahia
Débora Regis lança nova etapa de pavimentação e promete transformação histórica em Lauro de Freitas
Preço da Hora Bahia supera 1 milhão de downloads em 2025 e amplia aprovação dos usuários


A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 25% sobre a maior parte das importações brasileiras provocou reações imediatas entre os principais pré-candidatos à Presidência da República em 2026. Enquanto o presidente Lula da Silva (PT) classificou a medida como injustificável e prometeu recorrer a mecanismos internacionais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atribuiu a responsabilidade ao governo federal. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), condenou o tarifaço, mas também criticou a estratégia adotada pelo Palácio do Planalto nas negociações com Washington.

A sobretaxa foi anunciada após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o governo americano, o Brasil adota práticas consideradas desleais em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, meio ambiente e combate à corrupção.

Apesar da abrangência da medida, alguns produtos brasileiros ficaram de fora da cobrança, entre eles café, carne bovina, suco de laranja, determinados produtos energéticos e componentes da indústria aeronáutica.

Lula anuncia reação e critica família Bolsonaro

Em manifestação oficial, Lula repudiou a decisão do governo americano e afirmou que o Brasil responderá por meio da Lei da Reciprocidade Econômica e também recorrerá ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O presidente destacou que dados do próprio governo dos Estados Unidos apontam superávit americano de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos, argumento utilizado para contestar a justificativa da nova tarifa.

Lula também afirmou que o governo rebateu, durante as negociações, as acusações relacionadas ao Pix, à regulação das plataformas digitais e ao combate ao desmatamento.

Na mesma nota, o presidente responsabilizou a família Bolsonaro pelo agravamento da crise comercial.

“É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”, declarou.

Flávio Bolsonaro responsabiliza governo Lula

O senador Flávio Bolsonaro compartilhou nas redes sociais uma publicação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que atribuiu a decisão à falta de negociações “de boa-fé” por parte do governo brasileiro.

Na publicação, o parlamentar afirmou que Lula “não tem mais condições de ser presidente do Brasil” e classificou o país como “um avião sem piloto”.

Flávio também chamou o presidente de “Biden brasileiro” e afirmou que o governo representa “passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência e vingança”.

Antes da confirmação da tarifa, o senador esteve nos Estados Unidos, onde defendeu o adiamento da cobrança para depois das eleições brasileiras, seguido da retomada das negociações comerciais.

Romeu Zema condena tarifa 

Também pré-candidato ao Palácio do Planalto, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, divulgou nota na qual condenou a decisão do governo americano, classificando a medida como prejudicial aos interesses brasileiros.

Segundo Zema, o tarifaço reduz a competitividade da indústria nacional e compromete uma relação histórica entre Brasil e Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, o governador afirmou que o governo brasileiro errou na condução das negociações diplomáticas.

“O governo brasileiro errou nas negociações, criando atritos desnecessários e adotando um discurso eleitoreiro. Se tivesse agido de maneira técnica e responsável, poderia ter evitado uma retaliação que, de qualquer forma, não se justifica”, afirmou.

Até a publicação desta reportagem, os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) ainda não haviam divulgado posicionamentos públicos sobre a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos.





Fonte: Clique aqui

COMMENTS

WORDPRESS: 0
DISQUS: