Uma plataforma colaborativa criada por cidadãos venezuelanos já registra mais de 35 mil pessoas desaparecidas após os fortes terremotos que atingir
Uma plataforma colaborativa criada por cidadãos venezuelanos já registra mais de 35 mil pessoas desaparecidas após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24). Embora os dados não tenham confirmação oficial, o site se tornou um dos principais instrumentos utilizados por familiares na tentativa de localizar vítimas em meio ao cenário de destruição provocado pelos tremores.
Até a tarde desta quinta-feira, 25, a plataforma contabilizava mais de 38,9 mil registros de desaparecidos, dos quais cerca de 3,1 mil já haviam sido localizados. Segundo os responsáveis pela iniciativa, o objetivo é centralizar informações fornecidas pela própria população e facilitar o reencontro entre familiares.
Na página inicial, o site orienta que pessoas sem notícias de parentes façam o cadastro e atualizem a situação quando houver localização da vítima. A plataforma também disponibiliza contatos de serviços de emergência e afirma não receber doações nem administrar recursos financeiros, destacando seu caráter apartidário e exclusivamente humanitário.
A ferramenta ganhou ampla divulgação nas redes sociais, inclusive por lideranças da oposição, como María Corina Machado, mas seus organizadores afirmam que a iniciativa é independente e administrada por voluntários.
Governo divulga balanço oficial
Enquanto a plataforma reúne milhares de registros, o balanço oficial divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informa que 157 pessoas continuam desaparecidas. As autoridades também confirmaram 188 mortes, mais de 1.500 feridos e pelo menos 200 pessoas ainda soterradas, números que podem aumentar à medida que as equipes de resgate avançam.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e são considerados os mais intensos registrados no país em mais de um século. Os abalos provocaram desabamentos, danos à infraestrutura, interrupções no fornecimento de energia e água, além de afetarem diversas regiões venezuelanas, especialmente o estado de La Guaira.
Tremores foram sentidos no Brasil
Além da Venezuela, os tremores foram percebidos em outros países da região. No Brasil, moradores de cidades como Boa Vista, Manaus e Belém relataram sentir os abalos.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, esteve em La Guaira, uma das áreas mais atingidas, para acompanhar as operações de resposta ao desastre. Paralelamente, diversos países e organismos internacionais anunciaram apoio humanitário e envio de equipes especializadas para auxiliar nas buscas e no atendimento às vítimas.


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