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Candidato derrotado pede calma após protestos contra vitória de Abelardo de la Espriella e tensão cresce na Colômbia

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O candidato de esquerda à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, fez um apelo público nesta segunda-feira, 22, para que apoiadores mantenham a calma

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O candidato de esquerda à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, fez um apelo público nesta segunda-feira, 22, para que apoiadores mantenham a calma após protestos registrados em diversas cidades contra a vitória do candidato da direita populista Abelardo de la Espriella.

Cepeda perdeu a disputa em um segundo turno extremamente apertado, com diferença inferior a um ponto percentual na apuração preliminar realizada no domingo (21). A eleição foi marcada por forte polarização política e contestação imediata do resultado por parte de setores da esquerda.

Após a divulgação da vitória do advogado milionário, apoiado politicamente por Donald Trump, manifestações ocorreram em cidades como Bogotá e Cali. Em alguns pontos, houve confronto com forças de segurança e registro de atos de vandalismo, incluindo a queima de bandeiras e bloqueios de vias.

Em entrevista coletiva, Cepeda pediu moderação e afirmou que sua orientação é de comportamento pacífico diante do resultado eleitoral. O senador também declarou que só reconhecerá oficialmente o resultado após a conclusão da apuração final, que ainda pode levar alguns dias.

Durante a campanha, De la Espriella adotou discurso duro contra a esquerda e prometeu uma política de segurança mais rígida, com foco no combate ao narcotráfico e aos grupos armados. Após a vitória, o presidente eleito fez declarações críticas à oposição e advertiu que não tolerará estímulos à violência.

Em resposta, Cepeda rejeitou o tom adotado pelo adversário e afirmou que não aceitará intimidações. Ele lembrou ainda a trajetória de violência política no país, marcada por perseguições históricas contra lideranças de esquerda, incluindo a morte de seu pai, o dirigente comunista Manuel Cepeda.

O presidente colombiano Gustavo Petro também se manifestou nesta segunda-feira e alertou para o risco de aprofundamento da crise política. Segundo ele, o país pode enfrentar um cenário de “fragmentação violenta” caso a polarização continue a se intensificar.

Analistas políticos apontam que o ambiente de tensão tende a aumentar nos próximos dias, enquanto o novo governo se prepara para assumir o poder em 7 de agosto. A preocupação central envolve o risco de escalada de confrontos entre manifestantes, forças de segurança e grupos armados ainda ativos em diferentes regiões do país.

A Colômbia vive um contexto de instabilidade persistente, mesmo após o acordo de paz firmado em 2016 com as Farc, já que dissidências, organizações criminosas e grupos paramilitares seguem atuando em áreas estratégicas, especialmente ligadas ao narcotráfico e à mineração ilegal.

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