HomeBahia

Keiko Fujimori retoma liderança na disputa presidencial do Peru e vantagem cai para apenas 651 votos

my-portfolio

A corrida presidencial no Peru ganhou reviravolta nesta quinta-feira (11), com a retomada da liderança pela candidata conservadora Keiko Fujimori n

Semana Nacional de Retiros Culturais segue para a sanção
ÁUDIO: Prazo para inscrições no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários na Bahia encerra nesta quarta (31)
Jair Bolsonaro é internado para ser submetido a cirurgia nesta quinta


A corrida presidencial no Peru ganhou reviravolta nesta quinta-feira (11), com a retomada da liderança pela candidata conservadora Keiko Fujimori na apuração do segundo turno das eleições. Com 98,2% das urnas contabilizadas, a diferença para o candidato de esquerda Roberto Sánchez era de apenas 651 votos, evidenciando um dos pleitos mais disputados da história recente do país.

De acordo com os dados preliminares do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), órgão responsável pela contagem dos votos, Keiko aparecia com 50,002% dos votos válidos, enquanto Sánchez registrava 49,998%. O resultado permanece em aberto e a confirmação oficial pode levar semanas, repetindo o cenário observado no primeiro turno.

A disputa teve diversas reviravoltas ao longo da apuração. Keiko iniciou a contagem na liderança, chegou a ser ultrapassada pelo adversário e voltou à frente com a incorporação dos votos dos peruanos residentes no exterior.

Diante do cenário apertado, ambos os candidatos fizeram pronunciamentos defendendo respeito ao resultado final. Roberto Sánchez pediu serenidade aos agentes políticos e destacou a necessidade de estabilidade institucional para o país. Já Keiko Fujimori afirmou que aceitará o desfecho da eleição e ressaltou a importância do diálogo entre as forças políticas para superar a divisão observada no eleitorado.

O pleito ocorre após um período de intensa instabilidade política. Nos últimos dez anos, o Peru teve oito presidentes, cenário que ampliou a demanda popular por governabilidade e segurança pública.

A criminalidade, inclusive, foi o principal tema da campanha eleitoral. Pesquisas recentes apontaram que cerca de 70% dos eleitores consideram o combate à violência e ao crime organizado a prioridade mais urgente para o próximo governo.

As propostas dos candidatos refletem visões distintas sobre o enfrentamento desses desafios. Keiko defende maior endurecimento na segurança pública, com apoio das Forças Armadas às ações policiais e medidas mais rígidas contra organizações criminosas. Na economia, aposta na atração de investimentos privados e na manutenção de uma agenda liberal.

Já Roberto Sánchez sustenta que a redução da criminalidade depende do fortalecimento das instituições públicas, da reforma das forças policiais e do aperfeiçoamento do sistema de Justiça. Na área econômica, propõe ampliar a presença do Estado e fortalecer políticas de valorização salarial.

A eleição também coloca em evidência os legados de figuras centrais da política peruana. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko disputa a Presidência pela quarta vez consecutiva. Seus apoiadores associam o período de governo de seu pai à estabilização econômica e ao combate às guerrilhas, enquanto críticos lembram as condenações por corrupção e violações de direitos humanos.

Roberto Sánchez, ex-ministro e estreante em disputas presidenciais, tem forte apoio em regiões andinas e mantém proximidade política com o ex-presidente Pedro Castillo, que governou o país entre 2021 e 2022 e foi destituído após uma tentativa fracassada de dissolver o Parlamento.

Quem vencer a eleição assumirá o comando do país em 28 de julho para um mandato de cinco anos. Além dos desafios na segurança pública, o futuro presidente terá a missão de construir alianças no Congresso, onde nenhum dos grupos políticos possui maioria, e administrar uma economia que mantém crescimento, mas ainda convive com elevados índices de informalidade no mercado de trabalho.





Fonte: Clique aqui

COMMENTS

WORDPRESS: 0
DISQUS: