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Convocação de Neymar vira peça política e PL tenta aproximar imagem de Flávio Bolsonaro do craque da Seleção

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A convocação de Neymar para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 rapidamente ultrapassou o universo esportivo e ganhou contornos políticos

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A convocação de Neymar para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 rapidamente ultrapassou o universo esportivo e ganhou contornos políticos nas redes sociais. O Partido Liberal (PL) aproveitou o anúncio feito pelo técnico Carlo Ancelotti para tentar aproximar a imagem do atacante do Santos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato da legenda ao Palácio do Planalto.

Horas após a confirmação do nome de Neymar entre os convocados, o PL publicou um vídeo produzido com inteligência artificial no qual Flávio aparece vestido como jogador da Seleção Brasileira. A peça digital traz a mensagem de que “Flávio é Neymar e Neymar é Flávio”, numa tentativa de transferir ao senador parte da popularidade do atleta.

A movimentação ocorre em meio ao desgaste enfrentado por Flávio Bolsonaro após a divulgação de conversas atribuídas ao parlamentar envolvendo pedidos de recursos ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado por suspeitas de fraudes financeiras. Nos bastidores políticos, aliados do PL avaliam que a associação com figuras populares pode ajudar a reduzir impactos negativos na pré-campanha presidencial.

Além da publicação oficial do partido, Flávio também compartilhou em suas redes sociais uma foto ao lado de Neymar, parabenizando o atacante pelo retorno à Seleção Brasileira. Até o momento, o jogador não comentou publicamente a comparação feita pela legenda.

Neymar, que estava afastado da Seleção desde 2023, chega à Copa cercado de expectativas e também de questionamentos sobre desempenho físico e sequência de jogos. Em 2026, pelo Santos, disputou 15 partidas, marcou seis gols e deu duas assistências. O atacante também esteve envolvido em episódios polêmicos, incluindo discussões com torcedores e reclamações contra arbitragens no Campeonato Brasileiro.

O retorno do camisa 10 foi celebrado por lideranças da direita. O senador Carlos Viana (PSD-MG), integrante da oposição ao governo federal, publicou vídeo vestindo a camisa da Seleção antes mesmo da convocação oficial, ironizando o presidente Lula da Silva (PT). “Ancelotti ignora o Lula e chama o Neymar”, escreveu.

A declaração faz referência à fala recente de Lula, que revelou ter conversado com Carlo Ancelotti sobre a situação de Neymar na Seleção. Na ocasião, o presidente afirmou que aconselhou o treinador italiano a agir com critérios técnicos e profissionais na definição da lista final para o Mundial.

Dentro do PL, a leitura é de que Neymar continua sendo um dos nomes mais populares do esporte brasileiro, mesmo após temporadas marcadas por lesões e oscilações. A tentativa de aproximar o jogador de Flávio Bolsonaro reforça uma estratégia já utilizada pelo bolsonarismo em outras eleições, apostando na identificação com celebridades e figuras de grande alcance nas redes sociais.

Enquanto isso, a convocação do atacante segue dividindo opiniões entre torcedores e analistas esportivos. Para parte da torcida, Neymar ainda é decisivo e pode liderar o Brasil na busca pelo hexacampeonato. Para outros, a aposta de Ancelotti representa um risco em razão do histórico recente do jogador.





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