Uma viagem de alto padrão pelo Atlântico terminou em alerta sanitário internacional. Um possível surto de hantaví
Uma viagem de alto padrão pelo Atlântico terminou em alerta sanitário internacional. Um possível surto de hantavírus deixou três mortos a bordo do cruzeiro MV Hondius, embarcação de turismo polar operada pela Oceanwide Expeditions.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, por meio de contato com urina, fezes ou saliva. Embora raro, pode causar síndrome respiratória grave e, em alguns casos, ser transmitido entre pessoas, segundo a OMS.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao menos um caso da infecção foi confirmado em laboratório, enquanto outros cinco são tratados como suspeitos. Entre os seis passageiros afetados, três morreram e um segue internado em estado grave na África do Sul.
A bordo, o cenário mudou rapidamente. O primeiro caso teria sido de um passageiro de 70 anos, que morreu ainda durante a viagem. Outros passageiros começaram a apresentar sintomas, o que levou à mobilização de autoridades de saúde e à necessidade de evacuação médica.
O navio fazia uma rota considerada exclusiva, partindo de Ushuaia, no extremo sul da América do Sul, com destino a Cabo Verde, com paradas em regiões remotas como a Geórgia do Sul e a ilha de Santa Helena. Esse tipo de itinerário, voltado ao chamado turismo de expedição, costuma atrair viajantes dispostos a pagar caro por experiências em áreas isoladas.
A embarcação, com capacidade para cerca de 170 passageiros, seguia neste domingo próxima ao porto de Praia, capital de Cabo Verde. Há negociações para a transferência de doentes para hospitais locais, enquanto a OMS coordena ações com os países envolvidos e a operadora do cruzeiro.
Fonte Correio da Bahia


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