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Como a imprensa internacional repercutiu a rejeição de Jorge Messias ao STF

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A imprensa internacional repercutiu a rejeição do Senado ao nome do advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo

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A imprensa internacional repercutiu a rejeição do Senado ao nome do advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado veio após uma longa sabatina ao longo desta quarta-feira (29).

Messias recebeu 34 votos a favor, 42 contra e uma abstenção. No total, eram necessários 41 votos para a aprovação da indicação. Veículos estrangeiros classificaram o resultado da votação como uma “derrota histórica” e um “duro golpe” para o presidente Lula da Silva (PT).

O “The Washington Post” classificou a rejeição como um duro revés político para Lula e ressaltou o caráter quase inédito da decisão. O jornal relembrou que esta é a primeira vez desde 1894 que o Senado rejeita uma indicação do presidente da República ao STF.

Já a “Bloomberg” classificou o resultado como um “duro golpe” para Lula da Silva, que tenta a reeleição. Segundo análise da agência, a indicação faria parte de uma estratégia mais ampla para aproximar o governo dos evangélicos, já que Jorge Messias é uma figura de destaque entre esse grupo.

“A indicação de Messias por Lula para substituir o ministro aposentado Luís Roberto Barroso fazia parte de um esforço mais amplo para alcançar um grupo religioso e político em rápido crescimento”, diz a reportagem.
A agência Reuters, por sua vez, descreveu o episódio como uma “derrota pesada” para o governo. Segundo a reportagem, houve um esforço incomum de articulação política nos últimos meses para tentar viabilizar a aprovação de Messias, após a indicação, feita em novembro, enfrentar resistência no Congresso.

O “Clarín” também classificou a votação como uma “severa derrota para Lula e uma vitória para a oposição, personificada pelo senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro”.

O jornal fez menção a uma declaração de Flávio Bolsonaro feita logo após a votação, em que ele afirmou que o episódio era um “sinal de que a democracia pode respirar novamente”, em meio gritos de vitória de a parlamentares da oposição, destacou o veículo.





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