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PT pede retorno de Nicolás Maduro à Venezuela durante congresso nacional em Brasília

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O Partido dos Trabalhadores utilizou o palco de seu 8º congresso nacional, realizado em Brasília nesta última sexta-feira (24), para manifestar apo

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O Partido dos Trabalhadores utilizou o palco de seu 8º congresso nacional, realizado em Brasília nesta última sexta-feira (24), para manifestar apoio explícito ao ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Durante o evento, a sigla expôs um banner de grandes proporções com a foto de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, acompanhado da frase em espanhol “Los queremos de vuelta”, que em tradução livre significa “nós os queremos de volta”.

O gesto de solidariedade aos líderes chavistas ocorre meses após um dos episódios mais tensos da política internacional recente. Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados por forças militares dos Estados Unidos durante uma incursão em Caracas, no dia 3 de janeiro de 2026, e posteriormente levados para Nova York, onde permanecem sob custódia das autoridades norte-americanas.

Clamor da militância e simbolismo

Além da peça oficial de comunicação visual, o clima de apoio foi reforçado pela militância presente no congresso. No meio da plateia, apoiadores abriram uma bandeira da Venezuela em um ato que reforça a linha histórica de alinhamento do PT com o regime venezuelano. A manifestação destaca a resistência do partido em relação à intervenção militar estrangeira na América Latina, tema que tem gerado debates acalorados no Congresso Nacional brasileiro.

O posicionamento da sigla, liderada por Gleisi Hoffmann, ecoa as críticas feitas pelo governo de Lula da Silva (PT) à condução da política externa dos Estados Unidos sob a atual administração republicana. Para interlocutores do Itamaraty, a captura de Maduro é vista como uma violação da soberania nacional, tese compartilhada pelos delegados presentes no encontro petista.

A defesa do retorno de Maduro à Venezuela coloca o governo brasileiro em uma posição delicada na diplomacia global. Enquanto a base governista, articulada por nomes como o senador Jaques Wagner (PT), preza pela autodeterminação dos povos, a oposição, encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), classifica o apoio do PT como uma “conivência com regimes autoritários”.





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