A Nasa revelou seu novo telescópio espacial Roman, projetado para explorar vastas regiões do universo em busca de exoplanetas, assim como de respos
A Nasa revelou seu novo telescópio espacial Roman, projetado para explorar vastas regiões do universo em busca de exoplanetas, assim como de respostas para os grandes mistérios físicos representados pela matéria e pela energia escuras.
Este telescópio de última geração “proporcionará à Terra um novo atlas do universo”, anunciou na terça-feira (21) o diretor da Nasa, Jared Isaacman, no centro Goddard da agência espacial americana, em Maryland, na costa leste do país, onde sua montagem foi concluída.
O instrumento prateado, com mais de 12 metros de altura, será agora transportado para a Flórida para seu lançamento ao espaço no início de setembro, a bordo de um foguete da SpaceX.
Desenvolvido ao longo de mais de uma década, a um custo superior a 4 bilhões de dólares (cerca de 20 bilhões de reais), o telescópio recebeu o nome em homenagem a uma das maiores astrônomas dos Estados Unidos, Nancy Grace Roman, apelidada de “mãe do Hubble”, em referência a outro telescópio icônico da Nasa.
Mais de 35 anos após a entrada em operação desse último instrumento — que nos revelou, entre outras coisas, que nosso universo está se expandindo mais rapidamente do que imaginávamos —, o telescópio espacial Roman assumirá a tarefa de responder às questões que ainda permanecem sem solução.
Com seu amplo campo de visão, mais de 100 vezes maior do que o do Hubble, ele varrerá vastas regiões do céu a partir de um ponto de observação privilegiado, a 1,5 milhão de quilômetros da Terra.
“Ele nos enviará 11 terabytes de dados por dia, o que significa que, apenas em seu primeiro ano, terá nos fornecido mais dados do que o telescópio Hubble coletou ao longo de toda a sua vida útil”, explicou à AFP Mark Melton, engenheiro de sistemas do Roman.
Graças a essa lente grande angular, a Nasa espera “descobrir dezenas de milhares de novos planetas” ou até mesmo “milhares de supernovas”, explica Nicky Fox, chefe de atividades científicas da agência.
Mas o Roman também tem como objetivo estudar o invisível: a matéria e a energia escuras, cujas origens permanecem desconhecidas, mas que, acredita-se, constituem 95% do nosso universo.
“Se o Roman algum dia ganhar o Prêmio Nobel, provavelmente será por algo em que ainda nem sequer pensamos”, sorriu Mark Melton.


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