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PSOL rejeita federação com PT por ampla maioria e expõe derrota de grupo ligado a Boulos

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O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) decidiu neste sábado (7) rejeitar a proposta de integrar uma federação partidária com o PT, o PCdoB e o PV.

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O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) decidiu neste sábado (7) rejeitar a proposta de integrar uma federação partidária com o PT, o PCdoB e o PV. A decisão foi tomada durante reunião do Diretório Nacional da legenda e terminou com 47 votos contrários à proposta e apenas 15 favoráveis.

A iniciativa de aproximação com o PT era defendida principalmente pelo grupo político do ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP), titular da Secretaria-Geral da Presidência da República, e representou uma derrota para essa ala dentro do partido.

PSOL mantém federação com a Rede

Na mesma reunião, os dirigentes do PSOL decidiram renovar a federação com a Rede Sustentabilidade, aliança partidária firmada nas últimas eleições.

Apesar de rejeitar a federação com o PT e outros partidos da base governista, a legenda aprovou por unanimidade o apoio à reeleição do presidente Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026.

A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, afirmou que o debate interno ocorreu de forma ampla e democrática.

“Agora é unir forças para reeleger Lula e ampliar nossa bancada de deputados”, declarou.

Divisão interna no partido

O resultado da votação evidenciou divisões internas no PSOL sobre a estratégia eleitoral para os próximos anos.

De um lado estavam correntes favoráveis à federação com o PT, como o grupo Revolução Solidária, ligado a Guilherme Boulos, e lideranças como a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

Do outro lado, correntes como Primavera Socialista e Movimento Esquerda Socialista se posicionaram contra a aliança, defendendo a manutenção da autonomia política do partido.

Após a votação, Erika Hilton afirmou que o resultado já era esperado devido à movimentação interna da legenda nos últimos dias.

“Apesar de achar que foi um erro a decisão, evidentemente respeito a posição da maioria”, declarou a parlamentar.

Defesa da independência política

Já a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) comemorou a decisão da executiva nacional e destacou que o partido continuará atuando com independência no Congresso.

Segundo ela, a rejeição à federação permite que o PSOL mantenha liberdade para apresentar candidaturas próprias e defender seu programa político.

“Seguiremos com a nossa independência política, fundamental para defender nosso programa e apresentar candidaturas próprias em estados e municípios”, afirmou.

A decisão do PSOL ocorre em meio às articulações partidárias para as eleições de 2026, período em que legendas discutem alianças e estratégias para ampliar representação no Congresso Nacional.





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