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CPI do Crime Organizado articula convite para Toffoli depor sobre caso Banco Master

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado pretende votar um requerimento que convida o ministro do Supremo Tribunal Federal (ST

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado pretende votar um requerimento que convida o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli a prestar depoimento sobre desdobramentos do caso Banco Master. O pedido foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) no último dia 27.

Por se tratar de convite, o comparecimento do magistrado não é obrigatório. Ainda assim, a iniciativa amplia a pressão política sobre o relator do inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo a instituição financeira.

Pressão aumenta após relatório da PF

A movimentação no Congresso ocorre após a Polícia Federal encaminhar ao STF relatório com menções ao nome de Toffoli encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Entre os registros estariam diálogos e referências envolvendo o ministro.

O envio do material ao Supremo intensificou o debate sobre eventual conflito de interesse na condução do processo.

Vínculos societários entram no debate

Dias Toffoli confirmou publicamente que integra o quadro societário da empresa Maridt, de caráter familiar, e que recebeu dividendos. Segundo o ministro, a administração da companhia é exercida por seus familiares.

De acordo com a legislação que rege a magistratura, juízes podem participar de sociedades empresariais e receber dividendos, desde que não atuem na gestão do negócio.

A empresa teve participação em empreendimentos do setor de hotelaria no Paraná e vendeu sua fatia a fundos de investimento que tinham como acionista Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro ligado ao banqueiro.

CPI quer esclarecimentos

No requerimento, Girão argumenta que a condução do inquérito do Banco Master teria sido marcada por decisões consideradas atípicas em investigações de alta complexidade, o que, segundo ele, justificaria esclarecimentos ao colegiado.

Parlamentares que defendem a apuração afirmam que “ninguém será blindado” e que o objetivo é garantir transparência e igualdade de tratamento.

Congresso amplia ofensiva

O convite a Toffoli se soma a outras iniciativas em curso no Legislativo, como pedidos de quebra de sigilo e articulações para instalação de CPI específica sobre o Banco Master.

O caso envolve operações bilionárias no sistema financeiro e segue no centro do debate político em Brasília, com repercussões tanto no Judiciário quanto no Congresso Nacional.

A eventual oitiva do ministro poderá marcar um novo capítulo na crise institucional em torno das investigações e no embate entre parlamentares e o Supremo Tribunal Federal.





Fonte: Clique aqui

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