Filho “02” afirma que delação de Mauro Cid provocou o “esfacelamento de pessoas de bem” e agravou a situação do ex-presidente Após visitar o ex-pre
Filho “02” afirma que delação de Mauro Cid provocou o “esfacelamento de pessoas de bem” e agravou a situação do ex-presidente
Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou que o pai apresenta sinais claros de abatimento emocional. Segundo ele, Bolsonaro estaria apático, visivelmente fragilizado e ainda demonstrando forte abalo psicológico diante do atual cenário político e judicial.
Em publicação nas redes sociais neste último sábado (31), Carlos direcionou duras críticas ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente. Na avaliação do filho de Bolsonaro, a delação firmada por Cid foi responsável pelo “esfacelamento de pessoas de bem” e pela “destruição de milhares de famílias”, numa referência direta às consequências políticas e judiciais do acordo firmado no âmbito das investigações sobre a trama golpista.
No relato pessoal do encontro, Carlos descreveu uma visita marcada por restrições e simbolismos. Disse que dividiu com o pai cascas de pão de forma, lavou os próprios talheres de plástico utilizados na refeição e, apesar do ambiente adverso, conseguiu arrancar uma risada do ex-presidente, ainda que breve.
Mauro Cid, figura central nas investigações, foi condenado a dois anos de prisão em regime semiaberto e teve papel decisivo nas apurações ao firmar acordo de colaboração. Recentemente, recebeu autorização do comandante do Exército, general Tomás Paiva, para ir para a reserva da instituição, decisão que também gerou reações no meio político.
Enquanto isso, documentos encaminhados pela administração da Papuda ao Supremo Tribunal Federal detalham a rotina de Bolsonaro entre os dias 15 e 27 de janeiro de 2026. O relatório aponta que o ex-presidente recebe acompanhamento médico diário, com atendimentos realizados por profissionais particulares e equipes da rede pública de saúde do Distrito Federal.
Ainda segundo o documento, Bolsonaro iniciou sessões de fisioterapia em meados de janeiro, atividade que passou a integrar quase diariamente sua rotina. Caminhadas regulares também fazem parte do tratamento, como forma de manutenção física.
No campo pessoal, o relatório registra visitas semanais da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, realizadas nos dias previstos pelas normas do presídio, além de encontros frequentes com a equipe de advogados. O conjunto das informações reforça o quadro de isolamento e pressão vivido pelo ex-presidente, em meio a um cenário que segue alimentando embates políticos e narrativas de confronto nos bastidores do poder.


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