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Após capturar Maduro, EUA deixam claro que uso da força não se limita à Venezuela

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A captura de Nicolás Maduro por forças americanas não apenas redesenhou o tabuleiro político da Venezuela, como também acendeu um alerta global sob

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A captura de Nicolás Maduro por forças americanas não apenas redesenhou o tabuleiro político da Venezuela, como também acendeu um alerta global sobre a disposição dos Estados Unidos em impor sua vontade pela força. Poucas horas após a operação militar em Caracas, um gesto simbólico envolvendo a Groenlândia desencadeou um incidente diplomático com a Dinamarca e reforçou a percepção de que a ofensiva americana não se restringe ao território venezuelano.

Uma publicação nas redes sociais da esposa do vice-chefe de Gabinete da Casa Branca exibiu um mapa da Groenlândia coberto pela bandeira dos Estados Unidos, acompanhado da expressão “em breve”. A imagem provocou reação imediata das autoridades locais. O primeiro-ministro da Groenlândia classificou o gesto como desrespeitoso e lembrou que as relações internacionais devem se basear no direito internacional e no respeito à soberania. A Dinamarca, responsável pelo território autônomo, também exigiu explicações e cobrou respeito à integridade territorial.

O episódio ocorreu em meio a uma sequência de declarações de autoridades americanas que indicam que a Venezuela pode ser apenas o primeiro alvo de uma nova doutrina de imposição direta por Washington.

Recados explícitos a países da região

Desde o anúncio da captura de Maduro, o presidente Donald Trump e integrantes de seu governo passaram a citar outros países de forma hostil. Cuba, Colômbia e México entraram no radar retórico da Casa Branca, em um tom que sugere mais do que simples pressão diplomática.

Ao comentar a situação cubana, Trump afirmou que o país “entrará na pauta” dos Estados Unidos em breve, sob o argumento de ajudar a população. O secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio, foi ainda mais direto ao afirmar que governos da região deveriam levar as palavras do presidente a sério, sinalizando preocupação com Havana e criticando a aliança entre Cuba e o chavismo.

A Colômbia também passou a ser alvo de ataques verbais. Trump acusou o presidente Gustavo Petro de conivência com o narcotráfico e sugeriu que o país poderia enfrentar consequências semelhantes às impostas à Venezuela. A acusação foi feita mesmo após o governo colombiano condenar a ação militar americana, classificando a captura de Maduro como violação da soberania.

O México, por sua vez, entrou no discurso de ameaça após Trump afirmar que algo “precisa ser feito” diante do avanço dos cartéis. O presidente americano criticou a postura da presidente Claudia Sheinbaum, alegando falta de controle sobre o crime organizado e sugerindo que os Estados Unidos poderiam agir unilateralmente. Apesar de depois suavizar o tom e chamá-la de aliada, o clima de desconfiança permaneceu.

“Paz pela força” como doutrina

A retórica ganhou contornos oficiais quando o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos podem impor sua vontade “em qualquer lugar, a qualquer momento”. Segundo ele, adversários devem permanecer em alerta diante da nova postura de Washington, que associa segurança, prosperidade e liberdade ao conceito de “América primeiro”.

A operação contra Maduro foi tratada como um marco dessa estratégia. Embora Trump já tivesse ameaçado intervenções em outros países, a ação direta em território venezuelano consolidou a ideia de que o uso da força voltou a ser um instrumento legítimo e prioritário da política externa americana.

Groenlândia volta ao centro da tensão

No caso da Groenlândia, o interesse americano não é novo. Trump já havia defendido publicamente a anexação ou compra do território, citando sua importância estratégica e a riqueza em minerais. As propostas foram rejeitadas tanto pelas autoridades locais quanto pela Dinamarca.

Após novas declarações do presidente americano sobre a necessidade da Groenlândia para a defesa dos EUA, a primeira-ministra dinamarquesa reagiu duramente, classificando como absurda qualquer tentativa de controle americano sobre o território e exigindo o fim das ameaças contra um aliado histórico.

O conjunto de episódios reforça a leitura de que a captura de Maduro não foi um ponto fora da curva, mas o início de uma fase mais agressiva da política externa dos Estados Unidos, marcada pela disposição explícita de recorrer à força militar como ferramenta de imposição global.





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