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Procurado pelos EUA, Padrino diz que prisão de Maduro gera instabilidade e tenta conter crise na Venezuela

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Procurado pelas autoridades dos Estados Unidos e alvo de acusações de narcotráfico, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afir

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Procurado pelas autoridades dos Estados Unidos e alvo de acusações de narcotráfico, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou neste domingo (4) que a prisão de Nicolás Maduro fora do país representa um “fator de instabilidade” para a Venezuela. A declaração foi feita no primeiro pronunciamento público após a operação militar americana que resultou na captura do líder chavista.

Em discurso transmitido pela televisão estatal e dirigido ao alto comando das Forças Armadas, Padrino classificou a ação como um “sequestro” e exigiu a libertação imediata de Maduro, que foi levado para Nova York e permanece sob custódia das autoridades americanas, aguardando apresentação à Justiça. Apesar do discurso crítico, o ministro adotou um tom mais contido do que em manifestações anteriores e sinalizou esforço para conter o agravamento da crise interna.

Reconhecimento do governo interino

O ministro confirmou que as Forças Armadas venezuelanas reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina do país, em cumprimento à decisão da Suprema Corte emitida horas após a detenção de Maduro. Segundo ele, as instituições do Estado seguirão funcionando e empregarão todos os recursos disponíveis para garantir a defesa militar, a ordem interna e a preservação da paz.

Padrino também anunciou que a nova Assembleia Nacional tomará posse nos próximos dias, indicando uma tentativa de normalização institucional em meio ao cenário de ruptura provocado pela ofensiva americana.

Mortes e acusações contra os EUA

O chefe da Defesa reconheceu a morte de integrantes das Forças Armadas durante os ataques e acusou os Estados Unidos de promoverem uma agressão direta ao país. Ele afirmou que militares foram mortos “a sangue frio” e citou vítimas civis, incluindo uma idosa cuja residência foi atingida durante os bombardeios nas proximidades de Caracas.

Apesar das acusações, Padrino informou que o espaço aéreo venezuelano voltou a operar sem restrições e declarou haver uma “fusão popular, militar e policial” para enfrentar o que chamou de agressão estrangeira, ainda que tenha evitado novos apelos à mobilização armada.

Apelo à normalidade econômica

Em contraste com discursos anteriores de confronto, o ministro fez um apelo direto à população para que retome suas atividades econômicas, laborais e educacionais. Segundo ele, o país deve reencontrar o caminho dos princípios constitucionais e resistir ao que classificou como tentativas de espalhar medo e guerra psicológica.

O recado foi interpretado como um esforço do alto comando militar para evitar colapso social e econômico em meio ao vazio de poder deixado pela prisão de Maduro.

Procurado, mas fora da ofensiva

Mesmo sendo procurado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que oferece recompensa milionária por sua captura, Padrino López não foi alvo da operação militar que prendeu Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O mesmo ocorreu com outras figuras centrais do regime venezuelano também investigadas por Washington.

Autoridades americanas justificaram a decisão afirmando que o objetivo central da operação era capturar o chefe do regime, apontado como líder de um esquema internacional de narcotráfico. A escolha reforça a leitura de que a prisão de Maduro teve caráter simbólico e estratégico, enquanto mantém aberta uma crise política e institucional que ainda está longe de ser encerrada.





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